SPFW: Lino Villaventura e Amapô dão intensidade ao penúltimo dia
Apesar das diferenças de estilo, as marcas se assemelharam por apostar em apresentações performáticas na 48ª edição do evento

São Paulo (SP) – De um lado, o drama de Lino Villaventura, que já pode ser considerado uma tradição no São Paulo Fashion Week (SPFW). Do outro, a brasilidade e o gingado da Amapô, em uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Ceará. Em comum, as duas marcas que encerraram o penúltimo dia da 48ª edição do evento tiveram a pegada performática.
Vem comigo saber tudo!

Lino Villaventura
A primavera/verão 2020 de Lino Villaventura é repleta de detalhes, formas tridimensionais e recortes ousados. Volumes exagerados complementaram a dose de exuberância.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesComo já era de se esperar, o estilista não economizou nas técnicas de construção e decoração das peças. Conhecido pela intensidade, ele explicou à imprensa que a coleção precisa ser sentida, e não entendida.
Em um mood genderless, as criações de Villaventura misturaram transparência e brilho. Nervuras, plissados e assimetrias incrementaram a dose suavemente romântica, mas completamente dramática.
Caudas volumosas, camadas de tecido e babados também chamaram atenção. Com um toque de sensualidade, decotes apareceram de diferentes formas, com destaque para os laterais.
Na paleta de cores, branco, preto, cinza, rosa, vermelho, azul e verde tiveram vez. Além disso, o metalizado deu as caras em tons de dourado e prata.
Os modelos desfilaram com máscaras de skincare que fizeram parte da maquiagem. Alguns veículos da mídia especializada interpretaram a iniciativa como uma sugestão sobre novos rumos da beleza e quebra de estereótipos.
A makeup incluiu boca marcante e olhos amarelados, com pele suavemente iluminada. Os cabelos foram presos em um rabo de cavalo baixo, elegante e moderno.










Amapô
Mais do que um desfile, a apresentação da Amapô foi uma verdadeira performance, com direito a forró e uma fogueira falsa no meio da passarela. Em um determinado momento da noite, modelos vestidos de forrozeiros apaixonados se encarregaram de puxar a dança, intercalando desfile e festejo.

Em parceria com o Senac Ceará, a marca fez homenagem ao artesão Espedito Seleiro, especializado em couro, e à cultura nordestina, de maneira geral, na coleção Sertão Cariri. Seleiro, que tem 80 anos, serve de inspiração para peças de couro com arabescos coloridos.
O baião de referências das designers Carolina Gold e Pitty Taliani reúne conjuntos com aplicações de tecido em formato de casinhas, babados para lá de coloridos e exagerados, sem falar nos jeans com lavagem acid. Alunos do curso de desenhista de moda no Senac da cidade de Crato (CE) colaboraram com o desenvolvimento das peças.
Paetês, crochê, looks volumosos e decorativistas arremataram o tom festivo do novo trabalho da marca. A beleza teve maquiagens teatrais que casaram perfeitamente com os outfits, mergulhando no universo da literatura de cordel. Mais Nordeste, impossível!











O São Paulo Fashion Week N48 já englobou apresentações de marcas como Gloria Coelho, PatBo, Ellus, Bobstore, Reinaldo Lourenço e Lilly Sarti. Nesta sexta-feira (18/10/2019), a programação ainda inclui desfiles da Another Place, Apartamento 03, Neriage e Handred, além da label estreante Isaac Silva.
Colaboraram Hebert Madeira e Rebeca Ligabue





