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Ilca Maria Estevão

Samsung anuncia parceria com versão pirata da Supreme e se arrepende

A marca de produtos eletrônicos fechou negócio com uma grife sem relação com a original nova-iorquina. Vem comigo!

Ilca Maria Estevão14/12/2018 20:30, atualizado 14/12/2018 21:31
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Christian Vierig/Getty Images
Samsung anuncia parceria com versão pirata da Supreme e se arrepende

A legião de fãs do streetwear ficou de olho em uma parceria recentemente anunciada pela Samsung. A empresa de tecnologia sul-coreana divulgou um acordo comercial, na China, com a Supreme. Com isso, apoiaria a abertura de lojas de varejo da etiqueta ao redor do mundo. Durante o lançamento do smartphone Galaxy A8s, no início desta semana, a marca de eletrônicos chegou a convidar os dois supostos CEOs para falarem sobre a novidade.

No entanto, um detalhe gerou polêmica ao redor do mundo. A label nova-iorquina criada por James Jebbia em 1994, um dos símbolos da moda urbana atual, não tinha qualquer relação com o anúncio ou a parceria. Mas, então, de onde são os executivos que subiram ao palco para confirmar a novidade?

Vem comigo saber o que aconteceu!

A Samsung havia fechado parceria com uma imitação da Supreme. Tratava-se, na verdade, da Supreme Itália. Segundo a revista NSS, a versão “pirata” existe desde 2011, sob o controle do grupo britânico International Brand Firm (IBF). Possui site próprio, vende em mais de 50 países e tem permissão legal para usar a identidade visual e o nome da norte-americana.

Isso acontece porque a label aproveitou a brecha deixada pela Supreme NYC e registrou o uso da marca em diversos cantos do planeta em que a estadunidense não havia chegado ainda. Além disso, a versão italiana vende peças idênticas às originais.

O gerente de marketing digital da Samsung China explicou o estranho ocorrido, alegando que, na Ásia, a marca americana só tem autorização para atuar no Japão – um dos países onde há filiais, além de Estados Unidos, Inglaterra e França. Portanto, a colaboração seria com a Supreme Itália, que tem permissão para tal, embora se trate de uma “cópia”. No entanto, depois de ser extremamente criticada, a empresa voltou atrás:

“Recentemente, a Samsung Electronics anunciou, no lançamento do Galaxy A8s, que irá cooperar com a Supreme Itália no mercado chinês. No momento, estamos reavaliando esta parceria e lamentamos profundamente o inconveniente causado”, publicou a marca de eletrônicos na rede social Weibo.

Lá nos Estados Unidos, a marca de NY só registrou o logotipo do retângulo vermelho em 2011. Neste ano, o European Union Intellectual Property Office negou o registro. A decisão foi seguida por outros tribunais, liberando a Supreme Itália para continuar atuando.

Reprodução/Instagram/@supremenewyork
Casaco da Supreme New York, a marca “original”, criada em 1994
Reprodução/Instagram/@supremenewyork
A empresa só registrou sua logo nos Estados Unidos em 2011

Ainda segundo a NSS, a IBF confirmou a parceria por meio de um release. Garantiu também que haviam programado um desfile no Mercedes-Benz Cultural Center, em Xangai, para 2019.

Reprodução/Instagram/@supreme_streetwear_europe
Mochila da Supreme Itália, a versão “pirata”
Reprodução/Instagram/@supreme_streetwear_europe
Os itens da Supreme Itália são bem similares aos originais
Reprodução/Instagram/@supreme_streetwear_europe
O logotipo do retângulo vermelho já se tornou um símbolo do streetwear
Reprodução/Instagram/@supreme_streetwear_europe
Camiseta Supreme Itália
Reprodução/Instagram/@supreme_streetwear_europe
A marca pode usar a identidade visual da nova-iorquina

Vale lembrar que o logo da Supreme foi, inclusive, ranqueado pelo site Lyst como o mais poderoso deste ano.

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Colaborou Hebert Madeira