com Rebeca Ligabue, Hebert Madeira e Sabrina Pessoa

Modelo usa visibilidade para aumentar conscientização sobre albinismo

A chinesa Xueli Abbing viu na moda uma oportunidade de difundir informações sobre a rara condição hereditária

atualizado 01/05/2021 15:30

Modelo Albina@kaat_stieber_/Instagram/Reprodução

Com pele, madeixas e olhos muito claros, quase sem pigmentações, a modelo Xueli Abbing investiu em sua carreira na moda a fim de aumentar a conscientização sobre o albinismo. Segundo a BBC, a jovem chinesa de 16 anos deu start nas passarelas por acaso, quando tinha 11 anos. Agora, coleciona campanhas de designers famosos em seu portfólio, entre elas um editorial para Vogue Itália, que recheou as páginas da edição da revista impressa em 2019.

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Giphy/@kaat_stieber_/Instagram/Reprodução

Ainda bebê, Xueli foi abandonada pelos pais na porta de um orfanato na China. Entre as particularidades culturais do maior país da Ásia Oriental, o albinismo é visto como uma “maldição” entre grande parte da população local, conforme destacou a Folha de S. Paulo.

A rara condição genética do albinismo, caracterizada pela ausência completa ou parcial de melanina, é justamente o que destaca a profissional no cenário fashion. Adotada aos três anos de idade, a modelo foi morar com a irmã e mãe no Holanda, onde residem atualmente.

Modelo Albina
A modelo já ganhou destaque na Vogue Itália

 

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Xueli Abbing é chinesa e albina

 

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Com apenas 16 anos, a profissional vê na moda uma plataforma para aumentar a conscientização sobre albinismo

 

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Ela já coleciona campanhas de designers famosos em seu portfólio

 

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Ainda bebê, Xueli foi abandonada pelos pais na porta de um orfanato na China

Sua trajetória na moda teve início cedo. “Comecei a trabalhar como modelo por acaso, aos 11 anos. Minha mãe estava em contato com uma designer de Hong Kong. Ela tem um filho com lábio leporino e decidiu que queria desenhar roupas bem estilosas para ele, para que as pessoas nem sempre ficassem olhando para sua boca. Ela chamou a campanha de ‘imperfeições perfeitas’ e perguntou se eu queria participar de seu desfile de moda em Hong Kong. Foi uma experiência incrível”, contou à BBC.

Após ter estreado nas passarelas, Abbing desembarcou em Londres e posou para as lentes do fotógrafo Brock Elbank. Os cliques divulgados pelo profissional inglês chamaram a atenção da agência de modelos Zebedee Talent. Não demorou para a modelo integrar o casting da empresa, complementado por grandes estrelas que representam a diversidade na indústria, como Ellie Goldstein, que tem síndrome de down.

Um dos registros de Brock ganhou destaque nas páginas na edição de junho de 2019 da Vogue Itália. “Na moda, parecer diferente é uma bênção, não uma maldição, e isso me dá uma plataforma para aumentar a conscientização sobre o albinismo”, ressaltou a jovem.

Outro destaque na carreira da modelo chinesa foi estrelar uma campanha para a Kurt Geiger, varejista britânica de calçados e acessórios de luxo. Ela se orgulha do trabalho e do resultado, pois se sentiu confortável para impor suas limitações e restrições.

Durante a entrevista, Xueli contou que tem apenas 8 a 10% da visão, devido ao tipo de albinismo, e revelou como contorna as dificuldades diante dos flashes e iluminações dos estúdios. “Às vezes, se está muito claro em uma sessão de fotos, eu pergunto ‘posso fechar meus olhos ou você pode tornar a luz mais suave?’. Ou falo: ‘OK, você pode fazer três fotos com meus olhos abertos com o flash e nada mais'”.

Colaborou Sabrina Pessoa

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