Marca amapaense de crochê veste Anitta em Equilibrium; conheça
Etiqueta nortista Abrilhante, de Poliana Brilhante, é destaque em curta-metragem da cantora Anitta com peças de crochê

Do Amapá para as passarelas do SPFW e os videoclipes de grandes nomes da música global, a designer Poliana Brilhante vem redefinindo o crochê e a moda autoral brasileira. À frente da marca Abrilhante, a estilista alia ancestralidade, identidade periférica e a estética punk para vestir artistas como Anitta, Liniker e Erykah Badu.
Vem conhecer!

Conheça a designer amapaense
Em 2021, a designer amapaense Poliana Brilhante criou a Abrilhante, no Rio de Janeiro. A etiqueta nasceu de forma orgânica, impulsionada pelo dia a dia da estilista. Inspirada por mulheres que fazem parte de sua vida desde a infância, Poliana busca referências tanto na mãe e na prima quanto em ícones como Vivienne Westwood.
“A partir daí, consegui entender o que me inspiraria: a moda alternativa, aquela que vem do punk, de um lugar menos comum e que explora um lugar mais feminino”, destaca a designer.

Poliana herdou o saber cultural do crochê aos sete anos de idade com sua mãe, dona Francisca, que aprendeu a técnica manual durante um tratamento contra o câncer. Foi na pandemia de Covid-19 que o trabalho da estilista atingiu novas proporções, alcançando celebridades como a norte-americana Erykah Badu, as brasileiras Iza, Marina Sena e Gloria Groove, e o o artista Pedro Sampaio.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA etiqueta estreou no São Paulo Fashion Week em outubro de 2024 com a coleção DUPE: A Streetwear Parody, em colaboração com Dario Mittmann. Em 2025, levou o crochê novamente à passarela do SPFW com o projeto Golem — Uma Odisséia Transhumanista.


Crochê como protagonista em Equilibrium
A participação da Abrilhante no projeto Equilibrium, da cantora Anitta, aconteceu a partir de uma longa amizade com os stylists Daniel Ueda e André Philipe. Poliana conta que enviou todo o seu acervo para que os profissionais escolhessem as peças que mais faziam sentido para o conceito.

Composto por duas partes musicais e um curta-metragem, Equilibrium aborda temas como espiritualidade, amor, perseverança e sabedoria. A narrativa sólida do trabalho também é contada por meio do artesanato, de acessórios simbólicos e de referências às religiões de matriz africana.

Em Equilibrium I, Poliana vestiu Anitta e Liniker em diferentes momentos. Um dos looks foi usado no videoclipe da canção Desgraça: toda em vermelho e sem alças, a peça possui franjas que acompanham os movimentos fluidos da cantora em um cenário rico.
“Quando uma artista como a Anitta escolhe a gente que está começando e construindo um caminho na moda para fazer parte desses projetos, é um lugar de confiança, visibilidade e respeito muito bonito”, afirma Poliana.



No clipe de Mandinga, parceria com a cantora Marina Sena, Anitta veste um top preto com aplicações de miçangas e botões metálicos e um vestido de crochê. Já no clipe de Caminhador, Liniker surge com um conjunto de regata e minissaia feito de lacres de latinha.
“Quando mostramos que somos capazes de entregar um trabalho com excelência, é quando a gente trilha o mesmo caminho de marcas que hoje são grandes”, acrescenta.
Em Equilibrium II, Anitta usa o short Rambutan, peça integrante da coleção Tucumã. Além do visual da cantora, Poliana também foi responsável, juntamente com Yasmin Takimoto, por criar 14 looks para o balé da artista.
“O impacto que teve no Amapá foi muito grande. Chegar lá e ver as pessoas me recepcionando de uma forma bonita e carinhosa. Para mim, é o mais importante”, destaca Poliana.































