Lojas e vitrines são vandalizadas durante onda de protestos na Itália
Em vídeos nas redes socias, marcas como Decatlhon e Under Armour aparecem saqueadas, com as vitrines estilhaçadas

A Itália está entre os países europeus que vêm passando por uma onda de protestos intensos. No último fim de semana, Milão sofreu ataques e uma série de depredações, que impactaram principalmente o comércio na região central da cidade. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver lojas saqueadas, vitrines quebradas e pichadas, além de latas de lixo incendiadas. Os protestos na capital italiana são contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos.
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Depredações em Milão
Com início no último sábado (17/10), os protestos na capital italiana escalonaram para investidas mais violentas dos manifestantes. Apesar de terem começado de forma pacífica, grupos de manifestantes encapuzados passaram a quebrar vitrines, saquear lojas e invadir supermercados, além de atear fogo em objetos nas ruas.

Lojas como Decathlon, Under Armour e Levi’s, além de supermercados e outros estabelecimentos comerciais, foram alvo de invasões e depredações. Bares também fecharam mais cedo, enquanto turistas e clientes precisaram deixar a região.
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Para controlar a situação, forças de segurança foram acionadas e usaram gás lacrimogênio e canhões de água para dispersar a multidão. Os episódios ocorreram principalmente na Piazza del Duomo, onde está localizada a famosa Catedral de Milão e um dos principais pontos turísticos da cidade, e se alastraram para outras regiões.


Protestos na Europa
As manifestações em Milão reuniram reivindicações relacionadas ao custo de vida e às guerras, em um cenário de insatisfação com as condições econômicas e sociais. Aumento das despesas do dia a dia, dificuldades financeiras e preocupação com acesso a serviços públicos estão entre as questões que provocaram os protestos em diversos países europeus.

França, Bélgica, Albânia, Espanha e Portugal também registraram protestos relacionados a questões econômicas e sociais. Manifestações em diferentes cidades francesas terminaram em confrontos, incêndios e saques, com estabelecimentos comerciais entre os alvos.

Na Bélgica, mobilizações ligadas a questões educacionais e às condições de acesso ao ensino superior também ganharam espaço. Já em Portugal, reivindicações envolvendo salários, aposentadorias e dificuldades de acesso à moradia refletem preocupações com o orçamento das famílias.

Lojas de luxo viraram alvo
Na França, em cidades como Paris, Lyon e Marselha, os manifestantes tinham um alvo certo: as lojas de luxo. Marcas como Hermès, Louis Vuitton e Hugo Boss foram invadidas, tiveram vitrines quebradas e produtos levados. Estabelecimentos de outros segmentos, incluindo comércios de cosméticos, eletrônicos, artigos esportivos e até padarias, também foram atingidos.

A escolha dos manifestantes por atacar o mercado de luxo não é aleatória: mais do que empresas de moda, essas grifes representam um setor construído em torno da exclusividade, da valorização de produtos de alto preço e do acesso restrito a determinados bens.

Ou seja, em um momento em que o poder de compra está diminuindo, essa imagem pode acentuar o contraste entre diferentes realidades econômicas. Enquanto parte da população enfrenta dificuldades para arcar com despesas básicas, o mercado de luxo continua associado a produtos cujo valor ultrapassa, em muitos casos, a renda anual de uma parcela significativa dos consumidores.















