Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Ilca Maria Estevão

Lino Villaventura flerta com o sportswear no SPFWN46

Estilista abusou das sobreposições, cores e texturas em novo desfile. Moda masculina ficou de fora

25/10/2018 05:23, atualizado 30/10/2018 09:17
Vinícius Santa Rosa/Metrópoles
Lino Villaventura flerta com o sportswear no SPFWN46

Lino Villaventura voltou ao São Paulo Fashion Week um tanto quanto diferente do que costumamos ver. O drama, sempre presente nas criações, estava lá, mas desta vez mais colorido, acompanhado de influências asiáticas e até mesmo do mood esportivo.

Assim como na SPFWN45, a moda masculina não foi contemplada no desfile, mas não faltaram nervuras, tecidos estruturados e desconstruções, principais assinaturas do designer paraense. O artista, que durante muito tempo procurou refúgio na obscuridade, parece ter redescoberto as possibilidades dos patchworks estampados e dos acetinados em cores vivas para o aniversário de 40 anos da marca, comemorado durante o evento.

O brilho, outro recurso muito utilizado no novo trabalho de Lino, figurou na maioria dos looks. E eu digo looks porque o estilista, que antes priorizava a criação de vestidos, parece estar disposto a investir mais em peças individuais, como blusas, saias, casacos e calças. Veja as principais tendências mostradas no show de Villaventura.

Vem comigo!

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

DNA
Ao observarmos os detalhes das peças de Lino, percebemos que seu trabalho é uma obra de arte, feita de forma intuitiva e tridimensional, valorizando as formas do corpo feminino por meio da desconstrução, de tecidos estruturados e nervuras feitas à mão pelo designer e sua equipe.

Agência Fotosite
Os acabamentos feitos pelo estilista dão movimento às peças
Agência Fotosite
A textura é formada por uma sequência de nervuras
Agência Fotosite
O trabalho artesanal também dá forma e caimento aos vestidos
Agência Fotosite
Todo o trabalho resulta em uma aparência orgânica

Desconstrução
Lino preza pela assimetria e pela liberdade de sua criação. Os rumos da confecção são definidos conforme a evolução da construção. Cada silhueta é única.

Agência Fotosite
O trabalho de desconstrução resulta em uma aparência orgânica
Agência Fotosite
O patchwork foi uma das técnicas usadas na desconstrução
A junção de diferentes tecidos e cores deram mais vida aos vestidos
Agência Fotosite
Houve um resquício também da obscuridade dos trabalhos anteriores

Inspirações asiáticas 
Para esta coleção, Villaventura buscou inspiração nas culturas orientais. Podemos ver traços japoneses, indianos e até tailandeses nas novas criações.

Agência Fotosite
Blusa com abotoamento, gola e flores típicas das roupas japonesas
Agência Fotosite
Golas e mangas também ganharam ares da terra do sol nascente
Agência Fotosite
Traços indianos reinventados
Agência Fotosite
Mais um look inspirado nas roupas asiáticas

Sportswear
As sobreposições foram recorrentes no desfile, principalmente aquelas feitas com moletons, uma clara referência ao flerte do segmento esportivo com o das roupas de festa, sucesso no streetstyle. Lino investiu até mesmo em um conjunto com seu DNA.

Agência Fotosite
Composição com saia, camisa e moletom
Agência Fotosite
Conjunto esportivo by Lino Villaventura
Agência Fotosite
É claro que não faltariam nervuras no sportwear do designer
Agência Fotosite
Esporte, texturas, metalizado e colorido. Tudo junto e misturado

Brilho
Para seu novo trabalho, o artista selecionou uma série de tecidos brilhosos, metalizados e acetinados. Várias intensidades de iluminação nos looks foram apresentadas, fugindo completamente da sobriedade da tradicional cartela de cores de Lino, repleta de tons escuros.

Agência Fotosite
Os vestidos de festa foram os mais contemplados pela luminosidade
Agência Fotosite
Até mesmo o jacquard foi escolhido para brilhar
Agência Fotosite
Transparências também chamaram atenção pelo brilho
Agência Fotosite
Praticamente um glitter dress

A Marca
Lino Villaventura é paraense, mas começou sua carreira no Ceará, em 1978, onde morou boa parte da vida. Em 1982, lançou a marca homônima em Fortaleza, em parceria com sua ex-mulher, Inez Villaventura. Foi um dos primeiros estilistas a se destacar no mercado internacional. Participou, em 1996, do Morumbi Fashion, que originou a São Paulo Fashion Week, onde sempre esteve presente desde então. No lançamento de sua coleção de verão, em 2001, Xuxa desfilou para o estilista, rompendo ausência de 11 anos das passarelas.

O designer é conhecido pelo trabalho minucioso com o tecido. Em uma mesma peça mistura bordados, nervuras e aplicações. Usando referências regionais misturadas a construções de alta-costura, é reconhecido por um estilo dramático, sempre finalizado com adornos de cabeça.

Para outras dicas e novidades sobre o mundo da moda, não deixe de visitar o meu Instagram. Até a próxima!

Colaboraram Danillo Costa e Rebeca Ligabue

Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Clique aqui. Também não deixe de conferir as publicações no Instagram.