Juliette transforma crochês da avó em vestido de noiva
Cantora incorporou peças artesanais confeccionadas pela avó ao visual para homenagear a ancestralidade e as memórias afetivas da família

Indo além da estética, o vestido de noiva da cantora e influenciadora Juliette Freire reuniu moda, memória e ancestralidade em um design com significado afetivo. Para a cerimônia realizada no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, na Paraíba, a cantora escolheu transformar toalhas e peças de crochê confeccionadas por sua avó, Maria, ao longo da vida no outfit principal do casamento com o atleta Kaíque Cerveny. A criação foi assinada pela estilista paraibana Rebeca Nepomuceno, que recebeu os trabalhos manuais com a missão de incorporá-los à peça sem apagar a história presente em cada detalhe.
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Memória afetiva
Para preservar a integridade do crochê e evitar que ele se desfizesse, a modelagem da peça foi realizada com a técnica de moulage, que permite construir e ajustar a roupa diretamente sobre o corpo. As peças foram estruturadas sobre uma base de corpete sem alças e ganharam uma cauda longa, que manteve as franjas originais do trabalho artesanal. Um adorno de cabeça rendado completa a produção.



O cuidado com os detalhes afetivos se estendeu aos preparativos para a cerimônia. Juliette fez a própria maquiagem e a da mãe, enquanto um de seus irmãos ficou responsável pelos cabelos da família. A participação dos parentes reforçou o caráter intimista da celebração, que manteve os vínculos familiares no centro da experiência.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Eu estou aqui, vestida de ancestralidade, trazendo as nossas famílias para celebrar o que só começa”, declara Juliette.
Cultura e ancestralidade
Realizada no Lajedo de Pai Mateus, a cerimônia ocorreu em 30 de setembro, marcada pela conexão com a cultura e a ancestralidade paraibanas. A programação começou em Campina Grande e seguiu em direção ao Cariri, em um percurso pensado para proporcionar à família do noivo uma imersão na cultura local. Depois da cerimônia religiosa, os convidados celebraram em clima familiar, com fogueira, forró, música e comidas regionais.



A celebração foi conduzida pelo artista e amigo Juzéh, responsável por apresentar Juliette à canção Deus Me Proteja, de Chico César. A música, que integra o repertório afetivo da cantora, acrescentou outra camada de significado ao encontro.
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