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Inspirado no balé, Studio DRÈA propõe união entre arte e moda
Criada na França, mas com raízes brasilienses, marca de bolsas Studio DRÈA usa a cultura como base para suas criações
atualizado
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A marca de bolsas de couro Studio DRÈA foi lançada em março de 2025, mas sua história começa muito antes disso. A partir de uma parceria entre um ex-bailarino profissional e uma amante de moda com muitos anos de experiência na área corporativa, a Studio DRÈA traz aspectos da dança e do teatro em suas criações.
Vem conhecer!

O início de tudo
Em entrevista à coluna Ilca Maria Estevão, a co-fundadora da marca Luiza Daher conta que esse processo iniciou quando ela resolveu realizar um MBA em gestão de luxo em Paris. Após mais de 10 anos em uma carreira corporativa, Luiza voltou seus olhos para se especializar no universo da moda, aproveitando o cenário da pandemia de covid-19 para isso.

Durante o MBA, Luiza conheceu seu atual sócio, o ex-bailarino britânico Isaac Evans. Juntos, eles começaram a esboçar o que hoje é a marca Studio DRÈA. Luiza também conta que sua paixão por moda, especialmente bolsas, iniciou ainda criança, feição que a incentivou a se estabelecer no ramo.
A marca se firmou em Paris, na França, mas Luiza afirma que trazer o Studio DRÈA para Brasília, sua cidade natal, é um objetivo futuro. Como ela mesma disse: “Seria um sonho”.

Studio DRÈA e a dança
Luiza conta que a escolha do universo da dança como base para a narrativa da marca está intimamente ligada à história de seu sócio, o ex-bailarino britânico Isaac Evans. Ele se formou em 2012 pelo Balé Real do Reino Unido – do original The Royal Ballet School. Após se aposentar, optou por se envolver no universo da moda.
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A co-fundadora do Studio DRÈA também falou sobre sua própria experiência no universo das artes. Além de se declarar uma amante da cultura, Luiza afirma que essa relação tem como personagem principal o Teatro Nacional de Brasília. Ela conta que suas memórias mais antigas em relação à arte e seu primeiro contato com peças teatrais e apresentações foram no local histórico. Inclusive, Luiza também diz que essa foi uma das razões que incentivou a marca a realizar a exposição das suas peças na primeira edição do Metrópoles Catwalk.
“A minha primeira noção de teatro não são cadeiras vermelhas estofadas, é uma cadeira verde escuro, uma cadeira ocre. Então eu tenho uma memória muito boa do Teatro Nacional, e foi muito legal participar do Metrópoles Catwalk”, revela Daher.

O universo artístico do Studio DRÈA não se limita apenas aos seus produtos. A marca também busca apoiar jovens artistas, direcionando parte dos lucros com a venda de peças para programas e instituições.

Coleções inspiradas em sapatilhas de dança
Durante a entrevista, Luiza Daher também contou sobre as duas coleções que integram o portfólio do Studio DRÈA. A primeira linha recebeu o nome de Sole, que significa “sola” em português e faz referência às sapatilhas dos bailarinos.
Já o segundo lançamento foi denominado de Ribbon, simbolizando as fitas que fazem parte não só das sapatilhas, mas também de outras apresentações do teatro.


Studio DRÈA na primeira edição do Metrópoles Catwalk
Luiza Daher também falou sobre sua experiência ao participar da primeira edição do Metrópoles Catwalk, em novembro de 2025. Na ocasião, o Studio DRÈA foi convidado a expor suas peças durante o evento. Ela conta que, além de se sentir honrada com o convite, a ideia de mostrar as peças no Teatro Nacional foi algo extremamente significativo devido a toda a história da marca e de seus fundadores.
Para Luiza, o Metrópoles Catwalk tem o papel muito importante de dar visibilidade a marcas e designers brasilienses com propostas e produtos diferentes, que têm o potencial de impactar positivamente Brasília na área da moda.









