
Ilca Maria EstevãoColunas

Em vídeo, funcionários da Teen Vogue confrontam RH após demissões
A revista juvenil conhecida pela abordagem progressista perdeu sua “independência”, e agora divide equipe com o portal on-line da Vogue
atualizado
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Um vídeo que circula na internet mostra um momento “acalorado” no escritório da Teen Vogue, no início de novembro. O caso resultou na demissão de funcionários sindicalizados, dois dias após o anúncio de que a revista deixaria de existir como marca independente e seria incorporada ao portal on-line da Vogue. Confira:
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Demissões e confronto
A Vogue e suas vertentes pertencem à empresa Condé Nast, responsável pelos desligamentos. Em meio às tensões, funcionários do conglomerado decidiram confrontar Stan Duncan, o chefe de recursos humanos da empresa.
Em gravações feitas no momento da discussão, os redatores questionam o chefe de RH sobre a situação, mas Duncan não atende a nenhum dos pedidos e simplesmente ordena que os funcionários voltem a seus postos de trabalho. O fim da Teen Vogue como veículo separado resultou, ao todo, na demissão de seis funcionários, entre eles a editora-chefe, Versha Sharma.

Fim da Teen Vogue independente
Quase duas décadas após seu lançamento, a Teen Vogue saiu do nicho da moda para se consolidar como uma voz influente no feminismo progressista e na cobertura de justiça social. A revista ganhou destaque para além do mundo fashion em 2016, com o artigo Donald Trump Está Manipulando a América, poucos dias após a eleição do republicano. O texto foi lido por pessoas de diferentes nichos e elevou vendas e acessos da revista juvenil.


Em novembro de 2025, o cenário mudou abruptamente com a demissão da editora-chefe, Versha Sharma, fazendo com que Chloe Malle, da Vogue Americana, assumisse a edição. A Condé Nast afirmou que a mudança não passa de uma “decisão de negócios”, motivada por desafios de escala e alcance de público.
O fim da “independência” da Teen Vogue também veio junto com a demissão de seis funcionários sindicalizados, incluindo o editor de política. Após estes cortes, a revista deixou de contar com profissionais cobrindo exclusivamente política.
Em resposta aos cortes, funcionários se reuniram em frente ao escritório do executivo Stan Duncan, em cena que gerou o vídeo viral. A Condé Nast reagiu à polêmica dias depois, ao demitir quatro funcionários e suspender outros cinco, sob a alegação de “má conduta grave”.

