
Ilca Maria EstevãoColunas

Conheça Keh Correia, fashionista que aposta em cliques conceituais
Radicada no Rio de Janeiro, a curitibana cria, atualmente, conteúdo focado no Instagram e está prestes a lançar a própria marca
atualizado
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Kelly Correia, mais famosa como Keh, é um nome para guardar na mente e seguir nas redes sociais. Ela ficou conhecida pelo blog The Fashionary, criado em 2016. No mesmo ano, foi eleita a melhor blogueira pela revista Quem. Atualmente, investe em conteúdo, sobretudo para o Instagram. Os cliques conceituais da digital influencer chamam a atenção.
Vem conhecer!

Curitibana radicada no Rio de Janeiro, Keh Correia tem 31 anos. Ela chegou a fazer medicina, mas abandonou o curso depois de dois anos, por questões financeiras. Na Cidade Maravilhosa, conheceu o cabelereiro Celso Kamura, que a incentivou a investir na carreira na moda.
“Viramos amigos, e ele sempre comentava que eu deveria ser blogueira, que as clientes do salão pediam para ele perguntar de onde era a bolsa, blusa ou o look que eu estava usando… E assim eu comecei a postar no Insta os looks, penteados, mais por hobby mesmo…”, lembra.
Quando se deu conta, Keh já estava com mais de 50 mil seguidores. “Comecei a focar nos visuais, em pesquisar mais sobre moda e tendência. E aí surgiu o The Fashionary Blog, no qual eu postava sobre as últimas notícias de moda e beleza… Fui ganhando notoriedade”, relata.
Atualmente, a influenciadora acumula quase 380 mil seguidores no Instagram. Por lá, compartilha outfits, dicas e momentos do dia a dia. A página é recheada de referências com toque cool e até artístico.
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Para produzir conteúdo, Keh tem apenas a ajuda do fotógrafo Ygor Marques. O segredo está em muita pesquisa. “Eu sempre me dedico ao menos uma hora ou duas do dia para pesquisar looks, tendências, poses e vídeos das influencers internacionais e, é claro, o Pinterest”, revela.
As peças curingas do guarda-roupa de Keh Correia são as clássicas calças jeans skinny e pantalona, além de camisa social branca e body preto. A paixão pela moda é antiga.
“Desde pequena, eu ‘inventava’ umas composições fora do normal. Na escola, colocava boca de sino no uniforme, usava top em cima da blusa… Fui suspensa por isso”, recorda. Bordado no uniforme foi uma entre várias criações suas na infância. “Várias amigas começavam a fazer igual, e eu amava.”






Quais são os desafios que você enfrenta como influenciadora?
Na verdade, hoje, o bacana é gerar um conteúdo diferente dos demais. As pessoas não consomem só moda e beleza, consomem seu estilo de vida, e se “apegam” a você pela sua autenticidade, simplicidade, modo de ser. Louca, desajeitada, engraçada… As pessoas gostam de vivenciar o seu dia a dia.
Como a pandemia impactou o seu trabalho?
Na verdade, costumo dizer que, em meio ao caos, sempre temos que tirar coisas boas. Acho que eu meio que “humanizei” mais o meu Insta e saí da mesmice de somente “look do dia”. Me fez trazer um conteúdo de mais qualidade e de menos “futilidade”.




Qual foi a experiência mais marcante que a moda já te proporcionou?
Com toda certeza ir ao Paris Fashion Week. Era um sonho poder vivenciar esse momento, e é uma experiência transformadora. A Cidade Luz, o corre-corre entre um desfile e outro, o backstage, a forma com a qual a moda é responsável por ditar tendência mundial, e você está ali olhando de pertinho… É tudo na vida!
Quais marcas e personalidades da moda você mais admira? Por quê?
Personalidades da moda, para mim, são aquelas que realmente fizeram a diferença e conseguiram transformar a moda no que consumimos atualmente. Então, toda a minha admiração vai para Mary Quant, a estilista criou a minissaia e a hot pant, e revolucionou a moda da época, o que teve impacto enorme na cena fashion que consumimos hoje.
Coco Chanel, claro, por ter empoderado as mulheres do seu tempo ao introduzir peças masculinas na alta-costura feminina. Fez um dos perfumes mais desejados, o Chanel N 5 , ícone da marca, mas também revolucionou ao surgir com o cabelo curtinho, em modelo de corte que leva seu nome até hoje.
Em relação às marcas, são tantas, mas, agora, estou dando mais valor e atenção às que vendem uma “história, e não somente uma peça de roupa”.
Como você definiria o seu próprio estilo?
Eis uma pergunta que não sei responder com exatidão, mas acho que é um moderno-chique-cool (risos). Tudo junto e misturado mesmo!




Para o futuro, Keh Correia acredita que a relação com a moda deve ficar cada vez mais responsável. “Acredito que a pandemia gerou uma ideia de consumo mais consciente. As pessoas vão consumir bem menos e peças de mais qualidade”, analisa.
Em primeira mão, a influenciadora contou à coluna que está prestes a lançar a própria etiqueta. “Era segredo até aqui, mas estou superanimada, porque para mim vai ser algo incrível poder ver alguém usando algo que eu desenhei, que pensei”, comemora.
Colaborou Rebeca Ligabue
