Conheça as pessoas reais por trás da história de O Diabo Veste Prada

Por trás do glamour, personalidades brilhantes e histórias verdadeiras de poder, ambição e bastidores deram origem a O Diabo Veste Prada

atualizado

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Roger Kisby/The Academy via Getty Images
98th Annual Oscars
1 de 1 98th Annual Oscars - Foto: Roger Kisby/The Academy via Getty Images

Lançado em 2006, O Diabo Veste Prada se tornou um clássico da cultura pop ao retratar, com humor e tensão, os bastidores de uma grande revista de moda. A trama acompanha Andy Sachs, uma jovem jornalista que entra nesse universo ao trabalhar como assistente de uma poderosa editora. O que parece um emprego dos sonhos rapidamente revela um ambiente marcado por pressão extrema, hierarquia rígida e expectativas quase impossíveis. A força da história vem justamente do seu ponto de partida: o livro de Lauren Weisberger, baseado em sua experiência real na Vogue. A partir daí, os personagens foram construídos como combinações de pessoas reais — figuras influentes que ajudaram a moldar a indústria da moda contemporânea.

Vem saber mais!

Anne Hathaway, Anna Wintour e Emily Blunt

 

Andy Sachs: a experiência transformada em narrativa

A principal inspiração para Andy é a própria Lauren Weisberger. Formada em Inglês pela Cornell University, Weisberger entrou na Vogue no fim dos anos 1990 como assistente de Anna Wintour. Seu trabalho envolvia tarefas logísticas, organização de agenda, demandas urgentes e uma rotina intensa — muitas vezes sob pressão constante.

Depois de deixar a revista, ela trabalhou na publicação Departures, da American Express, enquanto começava a escrever à noite. Foi nesse período que desenvolveu o manuscrito de O Diabo Veste Prada, publicado em 2003.

Lauren Weisberger

 

O livro rapidamente se tornou um best-seller global, abrindo caminho para uma carreira sólida como autora. Entre suas obras estão A Vingança Veste Prada (2013) e When Life Gives You Lululemons (2018), que expandem o universo da história original.

Mais do que inspiração, Weisberger é responsável por transformar uma experiência pessoal em um retrato acessível de um sistema fechado.

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A atriz foi vista usando o look de alfaiataria no set de filmagens externas em Nova York
Anne Hathaway no set de O Diabo Veste Prada 2
Andy Sachs
Os óculos escuros ovais similares aos usados pela chefe
Andy Sachs tem um figurino que une sua personalidade a suas referências de moda após trabalhar na revista Runway
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Andy Sachs tem um figurino que une sua personalidade a suas referências de moda após trabalhar na revista Runway

20th Century Studios/Divulgação
A atriz foi vista usando o look de alfaiataria no set de filmagens externas em Nova York
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A atriz foi vista usando o look de alfaiataria no set de filmagens externas em Nova York

@annehathaway/Instagram/Reprodução
Anne Hathaway no set de O Diabo Veste Prada 2
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Anne Hathaway no set de O Diabo Veste Prada 2

James Devaney/GC Images via Getty Images
Andy Sachs
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Andy Sachs

20th Century Fox/Reprodução
Os óculos escuros ovais similares aos usados pela chefe
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Os óculos escuros ovais similares aos usados pela chefe

20th Century Fox/Reprodução

 

Miranda Priestly: poder, influência e construção de imagem

A figura central por trás da personagem, como muitos já sabem, é Anna Wintour. Nascida em Londres, Wintour construiu sua carreira no jornalismo de moda desde os anos 1970, passando por redações como Harper’s Bazaar e a Vogue britânica antes de assumir a edição da Vogue americana em 1988.

Sob sua liderança, a revista passou por uma transformação decisiva: deixou de ser apenas um veículo de alta-costura para incorporar celebridades, cultura pop e tendências de rua, ampliando enormemente sua influência. Além da revista, Wintour também é responsável por consolidar o Met Gala como o principal evento de moda do mundo.

Anna Wintour e Meryl Streep

 

Contudo, sua imagem pública também ficou marcada por outro aspecto: um estilo de liderança altamente exigente, reservado e direto — características que ajudaram a consolidar sua reputação como uma das figuras mais poderosas da mídia.

Na construção da personagem, porém, há outras camadas pouco discutidas. A atuação de Meryl Streep foi inspirada em dois nomes fora da moda:

  • Mike Nichols, cineasta norte-americano conhecido por seu humor refinado, seco e inteligente
  • Clint Eastwood — o ator, cineasta, compositor e produtor é referência de autoridade “silenciosa” na indústria
Mike Nichols e Meryl Streep

 

Essa combinação ajudou a transformar Miranda em algo maior do que uma pessoa real: um arquétipo de liderança moderna.

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Meryl Streep retorna ao papel original
Meryl Streep
Cena de Andy (Anne Hathaway), Miranda (Meryl Streep) e Emily (Emily Blunt) em O Diabo Veste Prada (2006)
Miranda Priesly e Andy Sachs em O Diabo Veste Prada 2
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Miranda Priesly e Andy Sachs em O Diabo Veste Prada 2

20th Century Studios/Divulgação
Meryl Streep retorna ao papel original
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Meryl Streep retorna ao papel original

20th Century Studios/Divulgação
Meryl Streep
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Meryl Streep

20th Century Studios/Reprodução
Cena de Andy (Anne Hathaway), Miranda (Meryl Streep) e Emily (Emily Blunt) em O Diabo Veste Prada (2006)
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Cena de Andy (Anne Hathaway), Miranda (Meryl Streep) e Emily (Emily Blunt) em O Diabo Veste Prada (2006)

20th Century Fox/Reprodução

 

Nigel Kipling: o olhar crítico e sofisticado

Nigel é construído a partir de diferentes figuras do universo editorial e criativo. Um dos nomes associados é William Norwich, jornalista com longa trajetória na Vogue, Town & Country e The New York Post. Conhecido por seu estilo irônico e observador, Norwich também é autor de livros e colunas que analisam comportamento e sociedade.

William Norwich

 

Outro nome importante é Simon Doonan. Nascido no Reino Unido, Doonan ficou famoso por seu trabalho como diretor criativo da Barney’s New York, onde revolucionou vitrines de lojas com conceitos ousados, irreverentes e muitas vezes provocativos. Além disso, construiu carreira como escritor e comentarista cultural.

Simon Doonan com as atrizes de Sex & the City

 

Mas, a figura mais emblemática associada a Nigel é André Leon Talley. Talley foi diretor criativo da Vogue americana entre 1988 e 1995 e uma das vozes mais influentes da moda por décadas. Com quase dois metros de altura e um estilo marcante, ele se tornou uma figura icônica tanto dentro quanto fora da indústria.

André Leon Talley era o “braço direito” de Anna Wintour

 

Andre Leon Talley

 

Mais do que estética, seu legado inclui a defesa da diversidade e o apoio a talentos negros em um setor historicamente excludente. Em seu livro de memórias The Chiffon Trenches, ele também revelou detalhes de sua relação com Anna Wintour e os bastidores da Vogue.

A soma dessas referências cria um perfil complexo: alguém que transita entre criatividade, crítica e lealdade institucional.

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O trio está de volta
Elenco principal do filme: Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci e Meryl Streep
Stanley Tucci interpretou Nigel em O Diabo Veste Prada (2006)
Stanley Tucci também está de volta
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Stanley Tucci também está de volta

20th Century Studios/Divulgação
O trio está de volta
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O trio está de volta

20th Century Studios/Divulgação
Elenco principal do filme: Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci e Meryl Streep
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Elenco principal do filme: Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci e Meryl Streep

Grant Buchanan/Dave Benett/WireImage via Getty Images
Stanley Tucci interpretou Nigel em O Diabo Veste Prada (2006)
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Stanley Tucci interpretou Nigel em O Diabo Veste Prada (2006)

Reprodução/IMDb/Instagram

 

Emily Charlton: ambição, pressão e formação de elite

Emily é talvez o retrato mais direto da cultura interna da Vogue. A principal inspiração, ao que tudo indica, é Leslie Fremar. Canadense radicada em Nova York, Fremar começou como assistente de Anna Wintour e foi responsável por contratar Lauren Weisberger. Ela mesma confirmou ter dito a frase que se tornaria icônica:

“Um milhão de garotas matariam por esse emprego”, citou Leslie.

 

Após deixar a Vogue, construiu uma carreira sólida como stylist, trabalhando com inúmeras celebridades.

Leslie Fremar

 

Outras referências para a construção da personagem incluem:

  • Plum Sykes
    Britânica, formada em Oxford, Sykes construiu carreira na Vogue americana como editora colaboradora. Também se tornou autora de romances como Bergdorf Blondes, que exploram com humor o universo da elite nova-iorquina.
  • Kate Young
    Ex-assistente de Wintour, hoje é considerada uma das stylists mais influentes de Hollywood. Trabalhou com atrizes como Natalie Portman, Margot Robbie e Dakota Johnson, sendo responsável por alguns dos looks mais marcantes de premiações.
Plum Sykes e Anna Wintour

 

Kate Young

 

Essas três trajetórias mostram como a posição de assistente — apesar de intensa — funcionava como porta de entrada para carreiras extremamente bem-sucedidas.

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Personagem Emily com blusa da grife Dior
Emily Blunt interpretou Emily Charlton em O Diabo Veste Prada (2006)
Personagem de Emily Blunt
Andy volta a usar boinas nesse longa, assim como no primeiro filme
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Andy volta a usar boinas nesse longa, assim como no primeiro filme

YouTube/Reprodução
Personagem Emily com blusa da grife Dior
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Personagem Emily com blusa da grife Dior

20th Century Studios/Divulgação
Emily Blunt interpretou Emily Charlton em O Diabo Veste Prada (2006)
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Emily Blunt interpretou Emily Charlton em O Diabo Veste Prada (2006)

Reprodução/IMDb/Instagram
Personagem de Emily Blunt
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Personagem de Emily Blunt

20th Century Studios/Divulgação

 

O que essas pessoas revelam sobre a história

Ao observar essas figuras em conjunto, fica claro que O Diabo Veste Prada não é apenas uma narrativa sobre moda. É um retrato de um sistema real, sustentado por pessoas que ocupam diferentes posições dentro de uma estrutura altamente competitiva.

De Anna Wintour, no topo do poder, a Lauren Weisberger, que transformou a experiência em história, passando por nomes como André Leon Talley, Leslie Fremar e Kate Young, o que emerge é um ecossistema completo — onde talento, ambição e pressão coexistem.

E talvez seja por isso que a história continua tão relevante: porque, no fim, ela nunca foi apenas sobre personagens — mas sobre pessoas reais que ajudaram a definir como o poder funciona dentro e fora da moda e do jornalismo.

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