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Ilca Maria Estevão

Minissérie on-line apresenta questões relacionadas à inclusão na moda

Intitulado Curadoria Inclusiva, o projeto foi desenvolvido em quatro episódios pelo Instituto C&A com a plataforma Meu Corpo é Real

09/10/2023 02:00, atualizado 09/10/2023 13:24
Instituto C&A/Reprodução
Com arara de roupas ao fundo, duas mulheres cadeirantes conversam - Metrópoles

Com o objetivo de contribuir para a inclusão na moda, o Instituto C&A, pilar social da varejista no Brasil, e a plataforma Meu Corpo É Real lançaram uma minissérie educativa. A ideia principal é desmistificar estereótipos e estigmas que permeiam a vida de pessoas com deficiência, principalmente relacionados ao vestuário. Ao todo, serão quatro episódios on-line.

Vem saber mais!

Instituto C&A/DivulgaçãoCom escrita "moda mais inclusiva - anticapacitismo" por cima da imagem, modelo usa top vermelho estampado e calça marrom, em cadeira de rodas - Metrópoles
O Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência é celebrado em 21 de setembro

Inclusão na moda

Os primeiros episódios estão disponíveis no YouTube. Intitulada Curadoria Inclusiva – Costurando Vivências para Desenhar Novos Futuros, a minissérie tem curadoria e roteiro assinados pela designer anticapacitista Michele Simões, que escolheu participantes ligadas à temática.

Entre as convidadas, estão Rebeca Costa, Laís Ramires, Geisa Farini e Maria Paula Vieira. O objetivo é que elas compartilhem perspectivas, vivências e opiniões sobre sobre acessibilidade para pessoas com deficiência e inclusão na moda.

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“Moda inclusiva não deve ser restrita como um item feito para facilitar a vida de consumidores com deficiência, mas como um espaço a ser acessado de forma segura e ‘democrática’, dentro de narrativas estéticas que também se preocupem em criar e gerar desejo para corpos que acessam o mundo fora da via considerada padrão. Escolher a forma como você quer se apresentar ao mundo, sem para isso ter que se direcionar ao lugar especial, é um dos grandes propósitos do Meu Corpo é Real. A gente acredita e trabalha para que um dia a moda possa ser apenas moda, sem complementos”, destacou Simões em comunicado.

Instituto C&A/ReproduçãoCom arara de roupas ao fundo, mulher cadeirante, que usa look rosa de alfaiataria, conversa com mulher com nanismo, que usa blusa roxa - Metrópoles
Idealizadora da plataforma Meu Corpo é Real, a estilista Michele Simões comanda a minissérie. A primeira convidada foi Rebeca Costa, modelo, advogada e palestrante
Instituto C&A/ReproduçãoCom arara de roupas ao fundo, mulher cadeirante, que usa look rosa de alfaiataria, conversa com mulher que usa roupa xadrez - Metrópoles
Laís Ramires, que é artista ativista, ilustradora e gerente de marketing, também participou
Instituto C&A/ReproduçãoCom arara de roupas ao fundo, mulher cadeirante, que usa look rosa de alfaiataria, conversa com mulher que usa calça jeans e casaco bege - Metrópoles
Um dos episódios tem a presença de Geisa Farini. Além de engenheira de software, ela é palestrante e produtora de conteúdo sobre beleza, viagens, música e vivência com deficiência visual
Instituto C&A/ReproduçãoEm provador de roupas, mulher cadeirante usa casaco marrom, calça jeans e tênis branco - Metrópoles
Outra convidada foi a jornalista Maria Paula. Ela também é modelo, atriz, influencer e fotógrafa

No conteúdo, as convidadas pontuam necessidades e desafios do dia a dia com o intuito de oferecer insights para a criação de peças funcionais, mas também com informação de moda e tendências. Além de abrangentes e inclusivas, as coleções devem ser atrativas e possibilitar que as pessoas com deficiência utilizem o vestuário como um meio de expressão.

“Quando o assunto é moda inclusiva, vemos uma grande e sensata preocupação com a modelagem dos produtos, porém o ecossistema que envolve esse tema é muito mais vasto do que apenas a funcionalidade das peças. O fio condutor para o desenvolvimento da minissérie foi abrir um diálogo no qual a moda para PcDs comece a avançar também em frentes quase nunca abordadas, tais como repertório de estilo, experiência de compra, cadeia produtiva e não menos importante, funcionalidade de produtos”, pontuou Michele Simões.

Instituto C&A/ReproduçãoEm loja, mulher com nanismo segura camisa listrada em cabide - Metrópoles
Nos episódios, as convidadas mostram o que costumam vestir
Instituto C&A/ReproduçãoEm provador de roupas, mulher com nanismo desfila usando camisa de couro, saia e sapato preto - Metrópoles
A minissérie Curadoria Inclusiva – Costurando Vivências para Desenhar Novos Futuros é uma iniciativa do Instituto C&A
Instituto C&A/ReproduçãoEm loja de roupas, mulher cadeirante usa blusa preta e saia azul longa - Metrópoles
O projeto convida o espectador a uma jornada educativa sobre inclusão

Há mais de 30 anos, o Instituto C&A desenvolve ações voluntárias, projetos de fomento ao empreendedorismo e empregabilidade na moda. Já a plataforma Meu Corpo é real atua no desenvolvimento de projetos focados em consumidores com deficiência desde 2015, com o objetivo de conectar profissionais, marcas e consumidores.