
Ilca Maria EstevãoColunas

Calor na Europa afeta semanas de moda e ventilador vira item disputado
Temperatura passou dos 40°C em Paris, onde convidados de desfiles como o da Hermès e da AWGE relataram desconforto pelo calor
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As intensas ondas de calor que vêm assolando grande parte da Europa nas últimas semanas elevaram as temperaturas a níveis perigosos, obrigando marcas a tomarem providências durante as semanas de moda pelo continente. No Paris Fashion Week, por exemplo, os ventiladores foram um dos acessórios mais cobiçados pelo público presente.
Vem entender!

O desconforto dentro das salas de desfile causado pelo calor não pode ser ignorado nas semanas de moda que acontecem durante os meses de junho e julho, em cidades como Paris, Berlin e Milão, de acordo com o Business of Fashion. Na capital francesa, a Torre Eiffel precisou ser fechada para visitação, por conta das altas temperaturas. Os termômetros chegaram a marcar 41°C na semana passada.
Na semana de moda masculina, convidados do desfile da Hermès receberam toalhinhas refrescantes e água precisou ser distribuída nos locais mais abafados. Houve relatos de que a cantora Rihanna usou um mini ventilador no desfile da AWGE, marca assinada pelo seu marido, A$AP Rocky.


Onda de calor na França
A França está experimentando um calor mais forte do que o esperado em quase todo o seu território. Várias cidades registraram temperaturas acima de 38°C, e Paris foi colocada sob alerta vermelho, o nível mais alto de atenção causado pelo calor.
As altas temperaturas são resultado de uma onda quente proveniente do Mar Mediterrâneo, que está 9°C acima da média para esta época do ano. O desconforto nas semanas de moda sinaliza mudanças climáticas perigosas e desestabilizadoras, especialmente ao mostrar que tais eventos meteorológicos são cada vez mais frequentes, de acordo com cientistas. A indústria da moda, contudo, tem um papel importante na preservação — ou na falta dela — da temperatura global, especialmente com os crescentes índices de poluição causados pelo fast-fashion.

França inicia combate ao fast-fashion
O senado francês aprovou na última terça-feira (10/6) um projeto de lei que define critérios para a atuação de marcas estrangeiras de fast-fashion no país, como a Shein e a Temu. Caso os critérios ambientais indicados pelo Parlamento sejam descumpridos, as empresas serão penalizadas em, no mínimo, 10 euros por peça até 2030, podendo atingir até 50% do valor do produto.
Segundo o texto, a medida vem em prol da sustentabilidade e surge como um ofensiva ao consumismo exacerbado. Além disso, a lei deve proibir as plataformas chinesas de fazerem publicidade no território francês. Contudo, críticos afirmam que, apesar de abordar questões como sustentabilidade e consumismo, a iniciativa se mostra branda com varejistas europeias e rígida com asiáticas.








