Acessórios maximalistas são aposta do Paris Fashion Week
Dos broches da Dries Van Noten ao caos assumido da Vivienne Westwood, o verão 2027 mostra o excesso nos acessórios como recurso de estilo

Em Paris, a moda para o verão 2027 apostou no excesso, que desponta, sobretudo, nos acessórios. Das bolsas em formatos inesperados aos grandes brincos, os desfiles da Semana de Moda de Paris, realizada entre 28 de setembro e 6 de outubro de 2026, mostram como esses elementos assumem o protagonismo das produções e revelam o poder de elevar qualquer construção.
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Maximalismo ganha espaço em diferentes marcas
Na coleção da Dries Van Noten, o diretor criativo Julian Klausner reforçou seu favoritismo pelos broches. Segundo o designer, qualquer peça, por mais velha que seja, pode ser glamourizada com o recurso. Cardigãs de lã foram fechados com broches de andorinhas e de buquês de flores, e um blazer verde-sálvia ganhou vários broches espalhados, como se fossem uma coleção de uma vida inteira.

Em algumas produções, o broche sai um pouco dos holofotes ao ser combinado com colares de contas e luva só em uma das mãos, mostrando que a acessorização maximalista pode partir não só excesso das peças em si, mas também da junção de elementos diversos para adicionar camadas de personalidade ao visual.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa Schiaparelli, a roupa ficou mais contida, numa paleta de preto, off-white e amarelo-manteiga, mas a joalheria seguiu como ponto focal. Brincos, braceletes e broches ganharam formas de cavalos, golfinhos, porcos, cachorros, gatos e aranhas. Fechaduras e lábios, símbolos clássicos da casa, aparecem em sapatos, bolsas e golas.

Na Dior, Jonathan Anderson apostou na assimetria. Um brinco era um fio longo de contas, e o outro, pétalas de chiffon. Na Chloé, os grandes brincos também tiveram destaque. Algumas produções usam um único brinco bem enfeitado, que chega até o ombro, em uma só orelha.

Na Givenchy, Sarah Burton colocou os acessórios no centro. Bolsas em formato de meia-lua, em amarelo, azul-escuro e branco, apareceram ao lado de colares com argolas grandes empilhadas. Os sapatos coloridos e com pompons trouxeram modernidade à coleção.
Já na Vivienne Westwood, o excesso tomou conta do outfit inteiro. Andreas Kronthaler apresentou “Body & Soul”, um desfile descrito pela imprensa britânica como caótico, aberto com a voz gravada da própria Vivienne. Xadrez com xadrez, leopardo com flores e tecidos brilhantes apareceram ao lado de tricôs desgastados, renda e plumas.

Entre os acessórios, gargantilhas que formavam a palavra Venus, lenços e chapéus enormes, bolsas gigantes e flácidas, plataformas altíssimas, sandálias estilo gladiador e sapatilhas de balé amarradas no tornozelo comprovam que a aposta para a próxima estação é de que mais é mais quando se trata de acessórios.






















