Ação troca "Vai, Brasa" por números do feminicídio em blusa do Brasil
Campanha idealizada pelo Instituto Maria da Penha visa alertar a população sobre os altos índices de feminicídio

A polêmica expressão “Vai, Brasa”, na camiseta da Seleção Brasileira, foi substituída por dados sobre feminicídio e violência contra a mulher no Brasil. A proposta é do Instituto Maria da Penha e visa alertar a população sobre os números alarmantes, que, segundo a organização, costumam se agravar em dias de jogo.
Vem entender!

Campanha de conscientização
A campanha destaca as estatísticas: uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas no Brasil, enquanto 66,3% dos casos acontecem dentro da própria casa.

Ainda, em dias de partidas, os registros de lesão corporal contra mulheres aumentam 21%. Outro dado revela que 80% dos feminicídios são cometidos por parceiros ou ex-parceiros.
“Se uma frase na camisa da Seleção virou assunto nacional, usamos esse mesmo espaço para chamar atenção para algo muito mais urgente: a violência contra a mulher”, afirmou o instituto.

A iniciativa, além de chamar atenção para um problema urgente, reforça como a moda é também uma ferramenta de conscientização e impacto social.
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Relembre a polêmica
A camisa criada para a Seleção Brasileira usar na Copa do Mundo 2026 foi alvo de diversas críticas. A principal delas, diz respeito a uma palavra estampada nas peças: “Brasa”. Muitos acusaram a Nike de inserir um elemento com pouco significado para a maior parte da população, que não usa a palavra para se referir ao Brasil.

O termo é mais comumente referenciado por gerações mais jovens, como um apelido ao país. Nas redes sociais, grandes perfis especializados em esportes já usaram “Brasa” no passado, mas o público que de fato entenderia a referência seria limitado, de acordo com críticos.












