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Igor Gadelha

Time de Haddad prevê que moeda comum com Argentina não sairá do papel

Equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avalia nos bastidores que proposta de moeda comum para Brasil e Argentina não deve prosperar

24/01/2023 02:00, atualizado 24/01/2023 08:12
Ricardo Stuckert/PR
Os ministros da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, e da Argentina, Sergio Massa.

Apesar da defesa pública feita por Lula, integrantes da equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliam que a ideia de criar uma moeda comum para Brasil e Argentina não deve sair do papel.

Nos bastidores, membros da equipe econômica dizem que as falas de Lula e Haddad em defesa da proposta serviram apenas para sinalizar o esforço para fortalecer a parceria comercial entre os dois países.

Sob reserva, economistas do time de Fernando Haddad afirmam que não está e nunca esteve nos planos da equipe econômica brasileira trabalhar em estudos que levem a uma moeda comum.

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A nova moeda, como explicou Haddad, não substituiria o real ou o peso argentino. A ideia é que servisse como uma referência para transações comerciais entre Brasil e Argentina.

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“O Brasil poderia estar entrando em uma furada. Poderia começar a ganhar muito menos pelo seu produto. Outra possibilidade é a inflação argentina contaminar a inflação brasileira por meio da moeda comum. Se os preços lá continuam subindo e a gente não admite a desvalorização cambial, vamos pagar cada vez mais pelo produto argentino”, explicou à coluna a economista do Insper Juliana Inhaz.