
Igor GadelhaColunas

Servidor alvo de Trump visitou Cuba pelo governo em 2014
Secretário do Ministério da Saúde que teve visto cancelado pelo governo Trump fez uma viagem internacional a trabalho para Cuba em 2014
atualizado
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Alvo da nova leva de revogação de vistos do governo Trump, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, tem apenas uma viagem internacional oficial registrada nos últimos 10 anos.
Segundo dados do Portal da Transparência, a única viagem ao exterior de Mozart nesse período foi para Havana, capital de Cuba, entre 26 e 30 de janeiro de 2014, pouco tempo após o lançamento do programa Mais Médicos.
A viagem teve custo total de R$ 12,6 mil, na época — o equivalente a cerca de R$ 27 mil em valores corrigidos. Todas as demais viagens de Mozart, incluindo as 31 realizadas no terceiro mandato de Lula, foram dentro do Brasil.
Apesar de no Portal da Transparência estar registrada apenas a viagem para Cuba, a assessoria do Ministério da Saúde diz que Mozart, na época do programa, visitou outros países pela pasta, como Argentina e Espanha.
“Quando secretário de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, nos primeiros anos do Programa Mais Médicos, foi para a Espanha, Portugal, Argentina e Genebra, além de Cuba. Em 2015, foi também para a França”, diz nota da pasta.
Novas sanções
Nesta quarta-feira (13/8), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a revogação de vistos de funcionários públicos do governo do Brasil ligados ao programa Mais Médicos.
Além de Mozart, foi sancionado Alberto Kleiman, coordenador-geral da COP30, a conferência do clima da ONU. Ambos integravam o Ministério da Saúde quando o programa foi implementado no país.
Ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também foram atingidos pela sanção, que os impede de entrar nos Estados Unidos.
Mais cedo, o Departamento de Estado americano já havia anunciado a revogação dos vistos de autoridades de Cuba e de países da África e de Granada.
Como noticiou a coluna, a medida foi um “acerto de contas” pessoal de Rubio. O secretário de Estado do governo Trump é filho de imigrantes cubanos e sempre se posicionou contra o regime ditatorial de Cuba.





