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Igor Gadelha

Senador do PL aconselhou Bolsonaro a deixar o Brasil, diz Mauro Cid

Mauro Cid afirmou em delação premiada que um senador do PL integrava grupo "moderado" que defendia que Bolsonaro deixasse o Brasil

19/02/2025 12:03, atualizado 19/02/2025 12:04
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Breno Esaki/Metrópoles
Ex-presidente da República Jair Bolsonaro PL com expressão séria Metrópoles

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou, em delação premiada, que o senador Magno Malta (PL-ES) teria sugerido que o ex-presidente deixasse o Brasil após a derrota nas eleições.

Segundo o depoimento de Cid à Polícia Federal, cujo sigilo foi levantado nesta quarta-feira (19/2) pelo STF, o senador tinha posições mais radicais, mas depois se juntou à ala mais moderada do entorno de Bolsonaro.

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A expectativa é de que Mauro Cid comece agora a cumprir a pena de dois anos, determinada em razão da participação na trama golpista
Bolsonaro chamou petistas de feias e incomiveis
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Senador bolsonarista Magno Malta ameaça deixar o PL em caso de aliança com o PT
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Senador bolsonarista Magno Malta ameaça deixar o PL em caso de aliança com o PT

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A expectativa é de que Mauro Cid comece agora a cumprir a pena de dois anos, determinada em razão da participação na trama golpista
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Bolsonaro chamou petistas de feias e incomiveis
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“QUE havia um outro grupo de moderados que entendia que o ex-Presidente deveria sair do país; QUE o próprio colaborador sugeriu que o ex-Presidente deveria sair do país; QUE o grupo era composto pelo PAULO JUNQUEIRA, empresário do agronegócio, que financiou a viagem do presidente aos EUA, por NABAN GARCIA, que ocupou algum cargo na secretaria de agricultura, e por fim o senador MAGNO MALTA que tinha uma posição mais radical e se juntou ao referido grupo entendendo que o presidente deveria deixar o país”, relatou Cid.

Quebra de sigilo

Como o Metrópoles noticiou, o ministro do Supremo Tribunal Federal  Alexandre de Moraes derrubou, nesta quarta-feira (19/2), o sigilo do acordo de delação premiada de Mauro Cid.

A quebra de sigilo vem um dia após o ex-presidente e outras 33 pessoas serem denunciadas pela Procuradoria-Geral da República por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

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