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Igor Gadelha

Senado avisa Haddad que taxação de super-ricos só depois da tributária

Senadores avisaram a Haddad que só pretendem tratar sobre taxação de super-ricos após aprovarem a regulamentação da reforma tributária

19/04/2024 05:30, atualizado 19/04/2024 17:49
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Hugo Barreto/Metrópoles
O Senado se reúne em sessão extraordinária semipresencial, para votar o projeto de decreto legislativo que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. No detalhe, os senadores Veneziano e Rodrigo Pacheco, vice e presidentes da Casa, sentados na mesa diretora - Metrópoles

Lideranças do Senado avisaram ao governo Lula que, apesar do desejo de Fernando Haddad em avançar com novas tributações sobre os chamados “super-ricos”, o tema não é prioridade da Casa agora.

Em conversas reservadas, senadores dizem que qualquer discussão sobre o assunto só deve avançar no Senado após a regulamentação da reforma tributária, cujos projetos sequer foram enviados pelo governo até agora.

O argumento de líderes do Senado é o de que é preciso avaliar o impacto das novas regras tributárias nos diversos setores da economia antes de focar em debates que tratem da criação de novos impostos.

É com base nessa avaliação que o Senado vem resistindo a apreciar os vetos de Lula ao projeto de tributação dos fundos de investimento offshore e exclusivos, decididos pelo presidente da República no final de 2023.

Regulamentação da tributária

A promessa de Haddad era enviar os projetos para regulamentar a reforma triburária até esta semana. Entretanto, o ministro viajou aos Estados Unidos para eventos do G20 e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Foi, inclusive, durante evento em Washington na quarta-feira (17/4) que Haddad voltou a falar em taxação sobre os super-ricos. O ministro defendeu uma cooperação internacional do G20 para discutir o tema.

“Nós podemos, em julho e depois em novembro, soltar um comunicado político com o sentimento dos 20 países membros dizendo que sim, essa proposta pode ser analisada, tem procedência e vale apena nos próximos anos nos debruçarmos sobre ela”, disse o ministro da Fazenda brasileiro.

Diante da pressão do Congresso Nacional, o chefe da equipe econômica brasileira antecipou o retorno dos Estados Unidos ao Brasil em um dia, para a quinta-feira (18/4).

Segundo sua assessoria, Haddad decidiu antecipar seu retorno em razão da “agenda econômica em Brasilia e (de) negociações com o Congresso envolvendo os projetos de interesse do governo”.

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