
Igor GadelhaColunas

Sem Zema, situação de Bolsonaro em Minas Gerais se complica
Bolsonaro vê Lula 17 pontos percentuais à frente em Minas e seu candidato a governador sem conseguir forçar um segundo turno no estado
atualizado
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A pesquisa Datafolha divulgada nessa quinta-feira (2/9) mostra que a situação de Jair Bolsonaro em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, está cada vez mais complicada.
Sem o apoio do governador Romeu Zema (Novo), que lidera as pesquisas para reeleição, o presidente da República não consegue deslanchar num estado considerado fundamental por sua campanha.
No levantamento, Bolsonaro oscilou 1 ponto para cima em relação à pesquisa de 18 de agosto, dentro da margem de erro, passando para 30% das intenções de voto do eleitorado mineiro.
O ex-presidente Lula (PT), por sua vez, oscilou 2 pontos percentuais para baixo, mas ainda lidera com folga, ao aparecer com 47% dos votos em Minas. Os dados são da pesquisa estimulada.
Os números aumentam a dor de cabeça da campanha de Bolsonaro, que tem Minas como “prioridade”. O estado ostenta a máxima de que “quem ganha em Minas, vence a eleição”.
Diante da importância de Minas, Bolsonaro insistiu até o último momento em uma aliança com Zema. Com a recusa do governador, o presidente teve de lançar o senador Carlos Viana (PL) como candidato.
A situação de Viana também está complicada. O senador apareceu no Datafolha com 5%. Com esse percentual, não está conseguindo sequer forçar um segundo turno entre Zema e Alexandre Kalil (PSD).
Zema tem 52% do eleitorado no levantamento estimulado, o que torna cada vez mais provável uma vitória dele no primeiro turno. Candidato de Lula, Kalil aparece com 22% das intenções de voto.
A expectativa da campanha de Bolsonaro era de que, num segundo turno em Minas, Zema declarasse apoio ao atual presidente, o que poderia melhorar a situação eleitoral de Bolsonaro em Minas.