
Igor GadelhaColunas

Sem apoio do PT, deputado consegue assinaturas para PEC antiprivilégio
Deputado Kim Kataguiri conseguiu 171 assinaturas mínimas para PEC que acaba com privilégios do funcionalismo público, mas PT não apoiou
atualizado
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O deputado Kim Kataguiri (União-SP) informou à coluna nesta quarta-feira (13/8) ter conseguido coletar as assinaturas necessárias para protocolar uma PEC que extingue alguns benefícios do funcionalismo público.
O parlamentar reuniu, ao todo, 175 assinaturas. Entretanto, quatro deputados que assinaram a PEC estão licenciados do mandato, como é o caso de Carla Zambelli (PL-SP), que está presa na Itália.
A proposta não contou com o apoio do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ). O petista chegou a debater o tema com Kataguiri em um podcast e, ao final, prometeu assinar o texto, o que não cumpriu.
“Você vai sair daqui com uma vitória parcial. Eu vou só conversar com a minha bancada, mas a minha tendência, eu concordo, é de fazer um gesto aqui, a gente assinar e tentar isso”, disse o petista na ocasião.
Embora não tenha o apoio do líder do PT, a proposta conta assinaturas de deputados do PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin. Entre eles, Tabata Amaral e Jonas Donizette, ambos do PSB de São Paulo.
O que diz a PEC
A PEC apresentada por Kataguiri veda uma série de privilégios de funcionários públicos. Por exemplo, impede férias com período superior a 30 dias e proíbe aposentadoria compulsória como punição.
A proposta também extingue adicionais por tempo de serviço, aumentos retroativos, licenças-prêmio e licenças para capacitação. A medida vale para os três poderes e inclui as carreiras militares.





