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Igor Gadelha

"Risco de fuga": Thiago Miranda tinha viagem marcada para Miami

A informação sobre a viagem e o possível risco de fuga foram acusados pela PF, em pedido pela retenção do passaporte do publicitário

11/07/2026 16:07, atualizado 11/07/2026 18:49
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)
Thiago Miranda - Metrópoles

O passaporte do publicitário investigado Thiago Miranda deverá ser apreendido em breve após decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), expedida neste sábado (11/7). A determinação foi feita após um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou “risco concreto de fuga”. 

Segundo a PF, Miranda já tinha uma viagem marcada para a próxima segunda-feira (13/7), com destino a Miami, nos Estados Unidos. Tendo o compromisso em vista, a corporação afirmou haver “sério risco” de que o publicitário fugisse do país. 

Mendonça ainda determinou a inclusão imediata da proibição no Sistema de Tráfego Internacional, “crucial para proteger o andamento, a eficácia e o resultado útil das investigações”, classificou em sua decisão.

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Thiago e seu advogado deixando a sede da PF após prestar depoimento do publicitário em maio
O empresário depôs à PF no âmbito do inquérito dos influencers
Dono da Agência Mithi, Thiago Miranda
Thiago Miranda e advogado saem da sede da Polícia Federal (PF), em Brasília
Thiago Miranda foi ouvido na terça-feira (12/5)
O empresário contratou influencers para divulgar conteúdo contra o Banco Central na liquidação do Banco Master
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Thiago e seu advogado deixando a sede da PF após prestar depoimento do publicitário em maio
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O empresário depôs à PF no âmbito do inquérito dos influencers
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Dono da Agência Mithi, Thiago Miranda

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Thiago Miranda foi ouvido na terça-feira (12/5)
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Thiago Miranda foi ouvido na terça-feira (12/5)

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Thiago Miranda
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Thiago Miranda

Reprodução/Instagram

Devido à iminência da data da viagem, o ministro também deixou de abrir vista ao Ministério Público para que se manifestasse de forma prévia, “ressalvando-se a possibilidade de emitir manifestação posterior”.

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O publicitário está sendo investigado por suspeita de coordenar uma rede de influenciadores que tentava desgastar a credibilidade do Banco Central (BC) nas redes sociais, durante as negociações para a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), com aval de Daniel Vorcaro.

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Além da viagem marcada, a PF ainda elencou outros elementos que reforçariam o risco do publicitário fugir do país, como as frequentes trocas de aparelhos celulares, o encerramento repentino das atividades de sua agência de comunicação (Agência Mithi) e o cancelamento de uma viagem ao Rio de Janeiro na véspera da operação de busca e apreensão realizada pela própria PF, na última quinta-feira (9/7). 

Miranda também está proibido de tentar emitir um novo documento de viagem, caso contrário, será decretada sua prisão preventiva. 

Defesa não foi informada

Em nota, a defesa de Thiago Miranda afirma que o publicitário colabora com as investigações e nega “enfaticamente” a prática de qualquer irregularidade.

“Esta defesa, contudo, repudia veementemente a prática de vazamentos seletivos de informações. Causa profunda perplexidade o fato de o Sr. Thiago Miranda ter tomado conhecimento, por meio da imprensa, de medida cautelar adotada em seu desfavor antes mesmo de qualquer intimação ou notificação pessoal ou dirigida ao seu advogado constituído”, diz o texto.