
Igor GadelhaColunas

Renan Calheiros diz que Vorcaro ainda não confirmou depoimento à CAE
Depoimento de Daniel Vorcaro à CAE está previsto para acontecer na terça-feira (24/2), na subcomissão que trata do Banco Master
atualizado
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Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou à coluna, na manhã da segunda-feira (23/2), que Daniel Vorcaro ainda não confirmou depoimento ao colegiado nesta semana.
A oitiva do banqueiro na CAE está prevista para acontecer na terça-feira (24/2), na subcomissão que investiga a liquidação do Banco Master. Como mostrou a coluna, a iniciativa de depor na CAE foi do próprio Vorcaro.
À coluna, Calheiros afirmou que a defesa do empresário ficou de confirmar até o final da segunda-feira (23/2) se mantém ou adia a ida de Vorcaro à CAE. O banqueiro cancelou o depoimento na CPMI do INSS previsto para hoje.
A avaliação inicial de Vorcaro, segundo aliados, era de que o ambiente para ele na CAE seria mais controlado, uma vez que a comissão é composta apenas por senadores — a CPMI é formada por deputados e senadores.
Renan quer atingir Alcolumbre?
Nos últimos dias, porém, Vorcaro foi avisado de que Renan pode ter segundas intenções. Como noticou a coluna, aliados de Davi Alcolumbre (União-AP) desconfiam que o emedebista quer atingir o atual presidente do Senado.
A avaliação dos aliados de Alcolumbre é de que Renan planeja usar o depoimento do dono do Master para atingir o atual presidente do Senado, de olho na próxima disputa pelo comando da Casa, em fevereiro de 2027.
STF facultou ida de Vorcaro à CPMI
Vorcaro passou a renegociar seus depoimentos mp Senado após o ministro do STF André Mendonça, novo relator do Caso Master, dar uma decisão facultando ao banqueiro a decisão de comparecer ou não à CPMI.
Na mesma decisão, conforme antecipou a coluna, Mendonça proibiu Vorcaro de viajar a Brasília em avião particular. O banqueiro foi autorizado a se deslocar apenas em voo comercial ou em aeronave oficial da Polícia Federal.
Aliados de Vorcaro, contudo, dizem que o que mais pesou na decisão de Vorcaro teria sido a resistência do presidente da CPMI em não formalizar por escrito um acordo de procedimentos para o depoimento presencial.





