
Igor GadelhaColunas

Relator de CPMI diz que polícia já tem relatório contra Lindbergh
Relator da CPMI do INSS disse a aliados ter relatório da Polícia Legislativa que mostraria fraude em acusação de Lindbergh contra ele
atualizado
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Relator da extinta CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) disse a aliados que a polícia tem provas de que a acusação feita contra ele por Lindbergh Farias (PT-RJ) seria uma fraude contra o parlamentar alagoano.
Em conversas reservadas, Gaspar afirmou que a Polícia Legislativa já concluiu o inquérito que provará que a acusação feita por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) foi fraudada para prejudicá-lo.
O relator vem prometendo dar publicidade ao resultado final do inquérito em breve. Gaspar também promete expor seus detratores no plenário da Câmara, mostrando supostas irregularidades cometidas por eles.
Interlocutores do deputado Lindbergh, entretanto, dizem que o parlamentar não tem conhecimento de nenhum relatório sobre ele. Dizem ainda que ele chegou a consultar a Polícia Legislativa, que também disse não saber de nenhuma investigação.
Relembre a denúncia
A suposta denúncia foi feita por Lindberg e Soraya no último dia dos trabalhos da CPMI do INSS, horas antes da tentativa de votação do relatório final da comissão elaborado por Gaspar.
Lindbergh e Soraya afirmaram ter provas de que o deputado do PL estaria envolvido em um suposto caso de estupro.
Segundo a acusação, Gaspar teria mantido relação sexual com uma garota que, à época, teria 14 anos. Dessa relação, teria nascido uma criança, que não teria sido reconhecida como filha pelo relator.
Alfredo Gaspar, por sua vez, afirmou que a criança citada por Lindbergh na denúncia seria fruto do relacionamento de um primo dele, então menor de 18 anos, com outra adolescente.
Na ocasião, petistas sustentaram que o caso seria outro. O deputado do PT diz ter supostos prints de conversas entre Gaspar e a família da criança, por meio das quais um familiar da garota teria chantageado o relator da CPMI.
Além do inquérito da Polícia Legislativa, Gaspar cedeu seu material genético à Polícia Federal, com a intenção de demonstrar que não é pai da criança envolvida no suposto estupro.





