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Igor Gadelha

Quem foi o pacificador de Lula na queda de braço sobre os combustíveis

Ministro da Casa Civil, Rui Costa atuou como principal mediador, nomeado por Lula, nas discussões sobre reoneração dos combustíveis

27/02/2023 18:16, atualizado 27/02/2023 23:17
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Imagem colorida do ministro da Casa Civil, Rui Costa, concede entrevista coletiva sobre primeira reunião ministerial do governo Lula. Ele fala diante de microfone, sentado diante de mesa, e gesticula- Metrópoles

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, é elogiado nos bastidores após sua atuação como mediador no conflito sobre a reoneração dos combustíveis, como a gasolina e o álcool.

Para aliados de Lula, Costa foi o principal responsável por acalmar os ânimos entre o Ministério da Fazenda, de Fernando Haddad, e a ala política do governo Lula, capitaneada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

No embate das últimas semanas, Haddad se colocou a favor do fim da alíquota zero do PIS/COFINS e da CIDE sobre a gasolina e o álcool, enquanto Gleisi, conselheira política de Lula, defendia uma nova prorrogação da desoneração.

A resistência irritou a equipe econômica, que bateu de frente com Gleisi e aliados. Nessa, Rui Costa teria sido a principal voz em dezenas de reuniões para se chegar a um “meio-termo” e abaixar a temperatura do óleo da fritura de Haddad.

Com os ânimos apaziguados, chegou-se a um acordo prévio para o retorno dos impostos sobre combustíveis, mas de forma gradual ou desigual.

Uma das alternativas citadas é a cobrança maior de impostos sobre a gasolina, combustível fóssil e mais poluente, e outra menor sobre biocombustíveis, como o etanol.

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