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Queiroga diz que governo não interferirá em reajuste de plano de saúde

Ministro da Saúde afirmou à coluna que solução para o preço alto dos planos é "eficiência, concorrência e transparência"

atualizado 27/05/2022 17:24

Marcelo queirogaHugo Barreto/Metrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à coluna, nesta sexta-feira (27/5), que a pasta não pretende interferir na política de preços dos planos de saúde.

“Não é função do Ministério da Saúde interferir nesse mercado”, pontuou Queiroga, ao ser questionado se tomaria alguma medida contra o novo reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Na quinta-feira (26/5), a agência reguladora autorizou reajuste de até 15,5%, a ser implementado ainda neste ano, nas mensalidades dos planos de saúde individuais ou familiares.

Solução

Queiroga defendeu que a solução para o problema dos preços é “eficiência, concorrência e transparência”. Uma saída, diz, seria o projeto do Open Health defendido por ele.

A ideia é criar um modelo nos moldes do Open Banking, que permita o compartilhamento de dados de consumidores entre planos de saúde, com objetivo de ampliar a concorrência no setor.

Reunião extraordinária

Após o reajuste, Queiroga convocou, para os próximos dias, uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Saúde Suplementar (Consu). Uma das funções do colegiado consiste em supervisionar as ações da ANS.

O ministro disse à coluna, porém, que o encontro “não tem objetivo de interferir na política de preços”. Segundo ele, o intuito da reunião será avaliar a política de saúde suplementar para o enfrentamento da Covid-19.

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