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Planalto vê jogo eleitoral de deputados em ataques a Flávia Arruda

Na avaliação de ministros do Planalto, pressão de deputados pela demissão de Flávia Arruda seria estratégia para se descolar do governo

atualizado 06/01/2022 15:13

Caio Barbieri entrevista a Ministra Flávia Arruda - Foto: Gustavo Moreno/Especial MetrópolesGustavo Moreno/ Especial para o Metrópoles

Ministros do Palácio do Planalto avaliam, nos bastidores, que a recente pressão pública feita por alguns deputados federais do Centrão pela demissão da ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, seria uma “estratégia eleitoral” desses parlamentares.

A avaliação de auxiliares presidenciais é de que esses deputados do Centrão ameaçam publicamente abandonar a base do governo, caso a ministra não seja demitida, em uma tentativa de se descolar do governo Jair Bolsonaro para as eleições de outubro deste ano.

Ministros palacianos ouvidos pela coluna dizem ter detectado que os ataques a Flávia Arruda partiram principalmente de deputados do Nordeste, região em que Jair Bolsonaro é mais mal avaliado e tem pior desempenho nas pesquisas de intenção de voto.

Eles lembram que o movimento pela demissão foi capitaneado pelo deputado Hugo Motta. Líder da bancada do Republicanos na Câmara em 2021, ele tem como reduto eleitoral a Paraíba. “Será que ele (Motta) ganha eleição sem Lula lá?”, questionou à coluna um ministro do Planalto.

Há ministros que vão além e avaliam que o movimento pode estar relacionado com uma estratégia maior do próprio Republicanos de tentar se afastar de Bolsonaro. Atualmente, a sigla compõe a base do governo e comanda o Ministério da Cidadania, com João Roma. Procurado, Hugo Motta não respondeu.

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