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Igor Gadelha

Petistas veem dedo de Lira em ação de Motta para derrubar IOF

Para petistas, Arthur Lira teria "incentivado" Hugo Motta a pautar derrubada do decreto do IOF por estar insatisfeito com governo

26/06/2025 07:00, atualizado 26/06/2025 09:34
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Marina Ramos/Câmara dos Deputados
hugo motta arthur lira - Metrópoles

Lideranças petistas veem a influência direta do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) na decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB), atual mandatário da Casa, de pautar a derrubada do decreto do IOF de Lula.

Para parlamentares do PT, Lira teria atuado pela votação junto a Motta porque estaria insatisfeito com a medida provisória (MP) enviada pelo governo como alternativa ao aumento das alíquotas do IOF anunciado em maio.

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Arthur Lira foi escolhido como relator da proposta de reforma do IR
O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL)
Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara no dia 1º de fevereiro
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Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara no dia 1º de fevereiro

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Arthur Lira foi escolhido como relator da proposta de reforma do IR
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Arthur Lira foi escolhido como relator da proposta de reforma do IR

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL)
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O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Algumas das compensações propostas pelo governo na MP teriam sido ideia de Lira, só que para outro projeto. Ele queria usá-las em seu relatório sobre o projeto de isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil.

Ao usar as compensações na MP, o governo teria “esvaziado” o relatório de Lira. O temor é de que, sem compensação, os municípios acabem perdendo receita, já que parte do IR é repassado para as prefeituras.

Insatisfeito, Lira teria “incentivado” Motta a pautar o decreto que derruba todas as mudanças do IOF. Assim, a MP também seria “enterrada”, e as compensações poderiam ser reutilizadas no projeto sobre o imposto de renda.

A coluna procurou a assessoria de Lira para perguntar se o deputado gostaria de se manifestar, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para qualquer manifestação.

Na noite da terça-feira (24/6), Motta anunciou em suas redes sociais que votaria na quarta-feira (25/6), em sessão semipresencial, a derrubada do decreto do governo. O anúncio pegou o governo e até a oposição de surpresa. O decreto acabou derrubado por 383 a 98 votos.

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