
Igor GadelhaColunas

Petistas dobram aposta contra relator da CPMI e cobram exame de DNA
Lideranças petistas defendem que o relator da CPMI do INSS faça logo um exame de DNA e dizem que materia entregue à PF “não é furada”
atualizado
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Mesmo após o encerramento da CPMI do INSS no Congresso, lideranças petistas resolveram dobrar a aposta na denúncia contra o relator da comissão, Alfredo Gaspar (PL-AL), por suposto estupro de vulnerável.
Nos últimos dias, caciques do PT passaram a investir no discurso de que o relator precisa se submeter a um exame de DNA. Para os petistas, esse seria o único jeito hoje de o deputado alagoano escapar da denúncia.
Segundo petistas, o material entregue pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) à Polícia Federal (PF) “não é furada” e é composto por dados concretos contra o relator.
Assim, eles avaliam que a única saída que Gaspar tem seria mostrar que não é pai da criança supostamente fruto da violência sexual. A denunciante é uma jovem de 21 anos que diz ter sido violentada quando tinha 14 anos.
De acordo com lideranças do PT, há um depoimento da moça que afirma ter sido violentada pelo deputado alagoano. Os petistas dizem ainda ter entregado à PF prints de conversas de Gaspar com um tio da suposta vítima.
Diante dos dados, políticos como a própria Soraya e o deputado Rogério Correira (PT-MG) passaram a defender que o relator da CPMI se submeta, o quanto antes, a um exame de DNA conduzido pela própria Polícia Federal.
“Alfredo Gaspar, pare de falar e submeta-se a um exame de DNA, só isso! Suas ‘supostas/possíveis’ vítimas já estão sob a tutela do Estado, e o que lhe resta é produzir a prova, nada mais”, escreveu a senadora em suas redes.
Em coletiva na terça-feira (31/3), Gaspar disse que ligou para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e se colocou a disposição para um teste de DNA, caso a corporação ache necessário para esclarecer a acusação.
PF examina denúncia
Como mostrou a coluna, Andrei Rodrigues já deu andamento à denúncia contra o relator da CPMI do INSS. O material, segundo apurou a coluna, foi encaminhadas para corregedoria da PF.
O setor é responsável, entre outras atribuições, por fazer a análise técnica sobre a competência da corporação para investigar o deputado e por avaliar se há elementos suficientes para instaurar um inquérito.
A denúncia contra o relator da CPMI
Na sexta-feira (27/3), durante a última sessão da CPMI do INSS, Lindbergh revelou ter protocolado uma notícia-fato na Polícia Federal com denúncia contra o relator da comissão por suposto estupro de vulnerável.
Segundo a acusação, Gaspar teria mantido relação sexual com uma garota que, à época, teria 14 anos de idade. Dessa relação, teria nascido uma criança, que não teria sido reconhecida como filha pelo relator.
Alfredo Gaspar, por sua vez, afirmou que a criança citada por Lindbergh na denúncia teria sido fruto do relacionamento de um primo dele, então menor de 18 anos, com outra menina menor de idade.
Já petistas sustentam que o caso é outro. O deputado do PT diz ter supostos prints de conversas entre Gaspar e a família da criança, por meio das quais um familiar da garota teria chantageado o relator da CPMI.





