Igor Gadelha

PEC da reforma administrativa tem debandada de deputados

Ao menos 14 deputados já pediram para retirar suas assinaturas da PEC da reforma administrativa, menos de um mês após ela ser protocolada

atualizado

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Mário Agra/Câmara dos Deputados
Foto colorida do plenário da Câmara dos Deputados - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do plenário da Câmara dos Deputados - Metrópoles - Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Menos de um mês após ser protocolada na Câmara, a PEC da reforma administrativa passou a enfrentar debandada de assinaturas por parte de deputados federais.

A proposta foi protocolada na Casa dia 24 de outubro. De lá para cá, foram ao menos 14 pedidos de retirada de apoio por parte de deputados de diversos partidos.

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Pedro Paulo trata da reforma administrativa com o presidente do STF, Edson Fachin
Relator da Reforma Administrativa, junto da ministra da Gestão Esther Dweck
O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da reforma administrativa
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O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da reforma administrativa

Elaine Menke / Câmara dos Deputados
Pedro Paulo trata da reforma administrativa com o presidente do STF, Edson Fachin
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Pedro Paulo trata da reforma administrativa com o presidente do STF, Edson Fachin

STF/Divulgação
Relator da Reforma Administrativa, junto da ministra da Gestão Esther Dweck
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Relator da Reforma Administrativa, junto da ministra da Gestão Esther Dweck

Adalberto Marques/MGI

Na lista da debandada, estão nomes como o líder da oposição, Zucco (PL-RS), e Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), do mesmo partido de Pedro Paulo (PSD-RJ), relator do projeto.

Zucco, por exemplo, argumentou que a PEC “contém dispositivos de amplo impacto sobre a autonomia federativa” e que precisaria passar por “uma discussão mais profunda antes de qualquer apoio formal”.

“Por essas razões, entendo que a retirada da assinatura é uma atitude de responsabilidade institucional, até que haja um debate mais aprofundado, com transparência, participação social e segurança jurídica sobre os reais efeitos da proposta”, argumenta o parlamentar.

Também retiraram as assinaturas:

  • Rafael Prudente (MDB-DF)
  • Murilo Galdino (Republicanos-PB)
  • Fátima Pelaes (Republicanos-AP)
  • Duda Ramos (MDB-RR)
  • Emidinho Madeira (PL-MG)
  • Pastor Diniz (União-RR)
  • Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR)
  • Helena Lima (MDB-RR)
  • Marx Beltrão (PP-AL)
  • Alexandre Guimarães (MDB-TO)
  • Renilce Nicodemos (MDB-PA)
  • Henderson Pinto (MDB-PA)
  • Marussa Boldrin (MDB-GO)

Assim como Zucco, os demais deputados argumentam que assinaram a PEC com o intuito de “fomentar o debate”, mas, após análise técnica, passaram a temer “possíveis impactos sobre direitos e garantias fundamentais”.

A reforma administrativa é o projeto favorito de Hugo Motta (Republicanos-PB) para ser a “marca” de sua gestão como presidente da Câmara. Motta gostaria de votar a reforma antes das eleições de 2026.

A debandada das 14 assinaturas não é suficiente para derrubar a proposta. Para derrubar uma PEC depois de protocolada, seria preciso que metade das 171 assinaturas — ou seja, 86 deputados — fosse retirada.

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