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Igor Gadelha

O nome do PSol para a suplência de Márcio França em São Paulo

Vaga passou a ser atrativa diante da perspectiva de ex-governador virar ministro de eventual governo Lula, o que permitiria suplente assumir

26/07/2022 10:00, atualizado 26/07/2022 10:15
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
O candidato à prefeitura de São Paulo, Márcio França, se encontra com cadeirantes na estação de metrô AACD e fala sobre inclusão. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, é o nome do partido para ocupar a primeira suplência na chapa ao Senado do ex-governador Márcio França (PSB) em São Paulo.

A vaga e o próprio nome de Juliano foram sugeridos por Fernando Haddad (PT), candidato a governador da chapa, numa recente conversa com Guilherme Boulos, principal liderança do PSol no estado.

Com o movimento, Haddad tenta evitar que o PSol lance candidatura própria ao Senado em São Paulo, o que prejudicaria Márcio França, ao dividir votos da esquerda na disputa.

A definição, porém, aguarda decisão do PSol e do próprio Márcio França. A interlocutores Juliano Medeiros confirmou a proposta feita por Haddad, mas ponderou que a sigla ainda vai debatê-la.

Já o ex-governador pessebista precisa acertar os ponteiros com o empresário José Seripieri Júnior (PSB), fundador e ex-proprietário da Qualicorp e atual dono da QSaúde. França havia prometido a vaga ao empresário.

Em conversas reservadas, França tem terceirizado a Lula a decisão. Aliados do ex-presidente da República ouvidos pela coluna afirmam, porém, que o petista não quer se envolver nessa disputa.

A suplência de Márcio França passou a ser atrativa porque, caso Lula vença a eleição, o pessebista deve virar ministro, abrindo espaço para que seu primeiro suplente assuma o mandato no Senado.

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