Na ONU, Bolsonaro tenta equilibrar aceno à base ideológica e ao mercado

Ao mesmo tempo em que ressuscitou discurso ideológico de campanha, presidente ressaltou leilões de infraestrutura e medidas ambientais

atualizado 21/09/2021 12:25

O presidente Jair Bolsonaro durante a abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações UnidasAlan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro tentou equilibrar acenos a sua base ideológica e ao mercado financeiro durante discurso na 76ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (21/9), em Nova York.

Os acenos à ala ideológica vieram no início e no fim da fala. Logo no começo do discurso, Bolsonaro ressuscitou discurso de campanha e do início do governo, dizendo ser um presidente que acredita em Deus e na família.

Também nessa toada, afirmou que o governo está há dois anos e oito meses sem “casos concretos” de corrupção e sustentou ter recuperado as empresas estatais brasileiras e livrado o Brasil do “socialismo”.

No fim do discurso, a sinalização à ala ideológica se deu ao criticar medidas de isolamento social na pandemia, defender o tratamento precoce contra a Covid-19 e se posicionar contra o passaporte de vacinação.

Já os acenos ao mercado financeiro foram feitos no meio da fala, quando Bolsonaro declarou, por exemplo, que o Brasil fará, “nos próximos dias”, o leilão para tecnologia 5G e ressaltou leilões na área de infraestrutura.

O presidente também fez questão de enfatizar medidas na área ambiental, tema tão sensível ao mercado. Ele destacou a redução desmatamento na Amazônia e antecipação de 2060 para 2050 da emissão de carbono zero.

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