Igor Gadelha

“Maduro não é Bin Laden”, diz assessor de Lula sobre ameaças dos EUA

Principal assessor de Lula em assuntos internacionais, Celso Amorim reagiu às ameaças dos EUA de ação militar na Venezuela de Maduro

atualizado

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1 de 1 celso amorim cre senado - Metrópoles - Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Principal assessor de Lula para Assuntos Internacionais no Palácio do Planalto, o ex-chanceler Celso Amorim reagiu às ameaças de ação militar dos Estados Unidos na Venezuela para atingir o regime de Nicolás Maduro.

À coluna, Amorim disse ver o cenário com “muita preocupação”, sobretudo após a aparição no Caribe de helicópteros militares dos EUA usados pela tropa de elite que matou o terrorista Osama Bin Laden no Paquistão em 2011.

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“Vejo com muita preocupação. Não é a mesma coisa. Você pode gostar ou não do Maduro, mas não é o Bin Laden. (Maduro) Não é um patrocinador de terrorismo”, disse Amorim à coluna na manhã de sexta-feira (24/10).

Apesar da preocupação, o ex-chanceler brasileiro afirmou à coluna que não acompanhará Lula na reunião com o presidente americano, Donald Trump, prevista para acontecer no domingo (26/10) em Kuala Lumpur, na Malásia.

Amorim disse que não integra a comitiva de Lula na viagem à Ásia, que incluiu também uma visita de Estado do petista a Jacarta, capital da Indonésia, porque terá outra agenda na França. “Vou ao Foro da Paz em Paris”, contou.

Os EUA sustentam que a operação militar no mar do Caribe próximo à Venezuela visa combater o tráfico de drogas. O governo venezuelano, por sua vez, diz se tratar, na verdade, de um plano para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Além dos navios de guerra no oceano, Trump disse ter autorizado uma operação terrestre dos militares americanos na Venezuela. O chefe da Casa Branca sustenta que a operação mira os cartéis de drogas no país caribenho.

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