
Lula vê “teto” de Flávio com voto útil e mira Norte e Nordeste no 2º turno
Campanha de Lula aposta que Flávio atingiu "teto" após movimento de voto útil e vai mirar em recuperar votos no Norte e Nordeste no 2º turno
05/10/2026 02:00

Aliados e integrantes da campanha do presidente Lula (PT) atribuem o resultado do primeiro turno das eleições de 2026 a um forte movimento de antecipação do voto útil em Flávio Bolsonaro (PL) na reta final da disputa. Para petistas, isso pode ser favorável o atual mandatário no segundo turno.
A leitura entre ministros do governo e membros da campanha petista é de que Flávio pode já ter atingido seu “teto” após essa antecipação de voto útil no primeiro turno.Esse cenário abriria mais espaço para Lula do que para o candidato do PL na busca de votos na segunda etapa da eleição.
O diagnóstico feito pela campanha é de que Lula precisará investir sobretudo em agendas nas regiões Norte e Nordeste. Segundo cálculos de petistas, o atual presidente da República teria perdido mais de 3 milhões de votos nessas regiões em relação às eleições de 2022.
A aposta dos aliados de Lula é de que medidas de forte apelo popular podem ajudar o petista a recuperar parte desse eleitorado nas duas regiões. Entre elas, estão o aumento do Bolsa Família, que começa a valer em 19 de outubro, e a aprovação da PEC 6×1, prevista para ser votada nesta semana no Senado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaLula e os debates no 2º turno
Lula também será aconselhado a participar dos debates do segundo turno com Flávio promovidos por veículos de imprensa. A estratégia prevê ainda intensificar a propaganda destinada a desconstruir a imagem do filho mais velho de Jair Bolsonaro e explorar as diferenças entre os dois candidatos.
Outro fator considerado por aliados de Lula é a possibilidade de alguns aliados de Flávio que já venceram suas eleições não se empenharem no segundo turno. É o caso do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, e do senador Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais.
“É um cenário difícil, mas não é impossível”, avaliou à coluna um influente ministro de Lula.
Os exemplos de 2006 e 2022
Aliados do atual presidente se apegam ainda a exemplos de eleições anteriores. Em 2006, quando Lula se reelegeu pela primeira vez, seu então adversário Geraldo Alckmin (na época do PSDB) terminou o segundo turno com cerca de 2,4 milhões de votos a menos do que no primeiro turno.
Já nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro (PL) ampliou sua votação em cerca de 7 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turnos. O crescimento, entretanto, não foi suficiente para garantir a reeleição do então presidente da República, que acabou derrotado para Lula.











