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Igor Gadelha

Em reunião com Lira, líderes criticam ações da PF e prisão de Valdemar

Em reunião de líderes, deputados expressaram preocupação com ações da Polícia Federal que atingiram Carlos Jordy e Valdemar Costa Neto

21/02/2024 02:00, atualizado 21/02/2024 08:55
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IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrela
Valdemar Costa Neto é transfiro para Superintendente da Polícia Federal onde passará por audiência de custódia na sexta-feira (9). O político foi preso em operação da Polícia Federal (PF) após os agentes encontrarem uma arma irregular e pepita de ouro em sua residência - Metrópoles

As recentes operações da Polícia Federal contra deputados e a prisão do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dominaram as discussões da reunião de líderes da Câmara com Arthur Lira (PP-AL) nesta terça-feira (20/2).

O tema das operações foi levado ao encontro pelo líder da oposição na Casa, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), um dos alvos de mandados de busca e apreensão em janeiro, durante o recesso do Congresso Nacional.

No encontro, segundo relatos, os líderes fizeram críticas às operações da PF autorizadas pelo STF. A avaliação foi que as buscas realizadas em gabinetes de deputados na Câmara ferem as prerrogativas dos parlamentares.

Ainda na reunião também sobraram críticas à prisão de Valdemar Costa Neto, determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes na semana retrasada.

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Inicialmente, o presidente do PL era alvo apenas de mandados de busca e apreensão. Valdemar acabou, porém, preso em flagrante após a PF encontrar uma arma de fogo e uma pepita de 39 gramas de ouro com ele.

Valdemar ficou preso por três dias e só foi solto após intensa articulação nos bastidores envolvendo nomes como o ex-presidente Michel Temer (MDB) e os ministros do STF Gilmar Mendes e André Mendonça.

Reação de Lira

Segundo relatos, Lira ouviu as queixas dos líderes na reunião, mas não anunciou nenhuma reação. O presidente da Câmara disse que ouviria todos os lados antes de tomar alguma decisão.

Como mostrou a coluna, o presidente da Câmara relatou a aliados que não teria sido avisado pelo STF da busca e apreensão no gabinete de Jordy, como de praxe.