Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Juventude do MDB rebate tentativa de "sabotar" Simone Tebet

Presidente da Juventude do MDB diz que diferenças regionais são do jogo político, mas que "sabotagem" à candidatura de Simone é inaceitável

Gustavo Zucchi14/04/2022 13:42, atualizado 14/04/2022 13:44
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Orlando Brito
Simone Tebet

Aliados de Simone Tebet no MDB estão bravos com a posição de senadores que jantaram com o ex-presidente Lula na última segunda-feira (11/4), em Brasília. O motivo não é o possível apoio de parte do partido ao petista, mas a articulação para “derrubar” a pré-candidatura da emedebista à Presidência.

A divisão regional do MDB é considerada por aliados da senadora como “normal”. Eles lembram que, em 2014, parte da sigla não apoiou Michel Temer como vice da então presidente Dilma Rousseff. O problema seria o que chamam de “sabotagem” à candidatura própria da sigla.

“O que não é legítimo é que uma ou outra liderança saia dizendo que tem que extinguir a candidatura da senadora Simone, que ela não pode ser candidata. E eles usam um argumento, querendo comparar com a candidatura do Henrique Meirelles em 2018. São candidaturas, momento completamente diferentes”, reagiu à coluna o presidente da Juventude do MDB,  Norton Soares.

Segundo Soares, que é vereador do município gaúcho de Restinga Sêca, as divergências regionais devem ser respeitadas. “Mas jamais uma sabotagem à candidatura dela”, completou o presidente da Juventude do MDB.

Ao lado de Simone também estão outros núcleos do MDB, como Afro, Mulher, Socioambiental, Diversidade e Trabalhista. Ela ainda conta com apoio da Associação Nacional de Prefeitas, Prefeitos, Vice-Prefeitas e Vice-Prefeitos do MDB e da Associação Nacional de Vereadores do partido.

Na última segunda, nomes como o do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE) estiveram reunidos com o Lula em um jantar em Brasília. O jantar aconteceu na mansão de Eunício.

Na ocasião, ambos afirmaram que a sigla não pode repetir a aposta feita em 2018, quando o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se candidato ao Palácio do Planalto pelo MDB e acabou a disputa com  apenas 1,2% dos votos no primeiro turno.

“O que o partido não pode repetir, seria insano, é a candidatura do [Henrique] Meirelles, porque, com a candidatura do Meirelles, o MDB pagou um preço terrível”, ressaltou Renan.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters