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Igor Gadelha

Janaina Paschoal: "Se eu fosse vice de Bolsonaro, quebraria medo de ruptura"

Em entrevista à coluna, deputada avaliou que poderia agregar "muito voto" a Jair Bolsonaro, caso fosse candidata a vice dele em 2022

02/06/2022 02:00, atualizado 02/06/2022 08:32
Reprodução
Janaina Paschoal: “Se eu fosse vice de Bolsonaro, quebraria medo de ruptura”

Após resistir à ideia em 2018 por não querer se mudar de São Paulo para Brasília, a deputada estadual paulista Janaina Paschoal (PRTB) estaria disposta a ser candidata a vice de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, caso fosse convidada pelo atual presidente da República.

Em entrevista exclusiva à coluna, a parlamentar paulista avaliou que, como companheira de chapa, poderia agregar votos para o atual chefe do Palácio do Planalto no pleito de outubro deste ano, por mais “ponderada” e defensora de “todas as garantias e de todas as liberdades.”

“Se eu conseguisse sentar com ele, entender o que ele planeja para seu próximo mandato, estaria tendente a aceitar. Até porque acho que agrego muito voto para ele. Sou muito mais moderada. Sou muito mais ponderada, defensora de todas as garantias, de todas as liberdades”, afirmou Janaina.

A deputada avaliou também que, caso fosse candidata a vice-presidente, “quebraria um pouco esse medo que as pessoas têm de qualquer quebra institucional” com Bolsonaro no poder. “Eu daria uma garantia em termos de respeito à Constituição Federal”, argumentou.

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Apesar de dizer que toparia, Janaina considera “praticamente impossível” ser vice de Bolsonaro, com quem tem uma “relação distante”. “O entorno do presidente é um entorno de adesão, não conseguem entender esse exercício de independência. É uma dinâmica muito parecida com o petismo”, disparou.

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Ciente de que suas chances de ser vice são pequenas, Janaina se articula para concorrer Senado por São Paulo, numa disputa que poderá ter como adversários Sergio Moro e José Luiz Datena. Apesar da concorrência, ela não pretende ir atrás do apoio de Bolsonaro. “Se ele quiser me apoiar, vou agradecer. Mas não vou procurar”.

Assista à íntegra da entrevista: