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Igor Gadelha

Indiciado, Bolsonaro se aconselha com Ives Gandra

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lmoça com advogado constitucionalista Ives Gandra nesta segunda-feira (9/12), em São Paulo

09/12/2024 12:54
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro concedendo entrevista ao Metrópoles

Indiciado pela Polícia Federal (PF) em ao menos três inquéritos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) resolveu se aconselhar com o advogado constitucionalista Ives Gandra Martins.

Nesta segunda-feira (9/12), Bolsonaro aproveitou viagem a São Paulo para almoçar com o jurista. O encontro foi intermediado por parlamentares paulistas de direita, segundo apurou a coluna.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes
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Arquivo pessoal
O ex-presidente Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes

Imagem cedida à coluna Igor Gadelha

Nos últimos meses, Bolsonaro foi indiciado pela PF em ao menos três inquéritos: o da venda ilegal de joias sauditas, o da falsificação de certificados de vacinação contra Covid-19 e o do golpe.

Ives Gadra citado no inquérito

O nome de Ives Gandra chegou a ser citado na investigação sobre o golpe de Estado, devido a um arquivo encontrado no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

O arquivo, intitulado “Análise Ideia Ives Gandra,” traz uma interpretação jurídica do jurista sobre o artigo 142º, que sugere o papel das Forças Armadas como possíveis garantidoras dos poderes constitucionais.

O conteúdo teria sido enviado por Gandra a um ex-aluno do curso de Comando e Estado-Maior do Exército, após o jurista ser questionado se as Forças Armadas poderiam atuar como poder moderador.

Em sua resposta, Ives Gandra disse que o emprego das Forças Armadas “poderia ocorrer em situação de normalidade caso, no conflito em questão, um dos poderes apelassem a eles, no caso de não haver outra solução”.

Embora o advogado não tenha sido indiciado, a menção no inquérito fez com que ele se tornasse alvo de uma representação movida pela Associação Brasileira de Imprensa e pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos.

Na representação, as duas entidades argumentam que a interpretação enviada pelo jurista foi usada por pessoas envolvidas com investidas golpistas e seria uma forma de incitá-las.

Bolsonaro e Valdemar

Bolsonaro chegou a São Paulo na manhã desta segunda para participar da missa de 7º dia da mãe do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A cerimônia ocorrerá à noite, em Mogi das Cruzes (SP).

O ex-presidente participará da missa após autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes. Por ordem de Moraes, Bolsonaro e Valdemar estavam proibidos de se falar desde fevereiro.