
Igor GadelhaColunas

Governo quer usar operação contra PCC para acelerar PEC no Congresso
Integrantes do governo Lula querem aproveitar “gancho” da operação contra o PCC para avançar com a PEC da Segurança no Congresso Nacional
atualizado
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Integrantes do governo Lula querem aproveitar o “gancho” da operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) para tentar acelerar a votação da PEC da Segurança no Congresso Nacional.
A proposta — considerada aposta da gestão do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para criar uma marca para o governo Lula — foi enviada em abril, mas, desde então, não avançou no Legislativo.
A avaliação de assessores presidenciais é de que a operação contra o PCC foi positiva para a imagem do governo, que tem dificuldade em avançar com projetos na área de segurança pública.
Ainda de acordo com fontes do Palácio do Planalto, o avanço da operação pode chamar a atenção da opinião pública para o tema da segurança, pressionando o Congresso a acelerar a PEC da Segurança.
Por isso, o Planalto quer mostrar que o governo está completamente envolvido na operação contra o grupo criminoso, a qual teve a pareceria do Ministério Público e forças de segurança do estado de São Paulo.
O governo federal, inclusive, chegou a fazer coletiva de imprensa às pressas, na quinta-feira (28/8), para bater o bumbo sobre a operação, que tinha sido deflagrada no início da manhã.
Participaram da coletiva o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Sidônio Palmeira (Secom) e Fernando Haddad (Fazenda).
Ao longo do dia, ministros de diferentes pastas do governo e o próprio presidente Lula também foram às redes sociais exaltar e compartilhar informações sobre a operação contra o PCC.
A PEC da Segurança
A PEC da Segurança ainda aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira etapa de tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição na Casa.
A PEC propõe a criação de órgãos autônomos de corregedorias e ouvidores nos três níveis federativos para fiscalizar e receber denúncias a respeito da força de seguranças locais.







