
Igor GadelhaColunas

Gleisi e Sidônio rechaçam culpa de Haddad no imbróglio do IOF
Ministros Sidônio Palmeira e Gleisi Hoffmann rebatarem assessores palacianos que culparam Haddad por votação da derrubada do IOF
atualizado
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Ambos com assento no Palácio do Planalto, os ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) rebateram avaliações de assessores palacianos de que Fernando Haddad (Fazenda) seria o principal culpado pelo novo imbróglio envolvendo o IOF.
Como a coluna noticiou mais cedo, secretários e assessores do Planalto culparam Haddad pela decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de votar já nesta quarta-feira (25/6) o projeto que derruba o decreto com mudanças no imposto.
A decisão de Motta, anunciada às 23h35 da terça-feira (24/6), pegou governo e oposição de supresa. O Planalto esperava que o deputado só voltaria a tratar sobre o tema na próxima semana, após o prazo de duas semanas dado por ele para o governo apresentar alternativas ao IOF.
Surpreendidos, integrantes da Secretaria de Relações Institucionais, pasta que cuida da articulação política do governo, avaliaram que a decisão de Motta estaria relacionada a uma entrevista de Haddad à TV Record, na qual o ministro criticou o aumento do número de deputados.
À coluna, Sidônio afirmou que a avaliação de assessores não representa a posição oficial do Planalto. Gleisi, por sua vez, disse “desautorizar categoricamente” os comentários de membros de sua pasta publicados pela coluna em referência ao chefe da equipe econômica.
Críticas de Haddad em jantar
Apesar da defesa dos ministros palacianos, interlocutores de Motta admitem, nos bastidores, que a decisão do IOF foi uma resposta a Haddad. Além da entrevista, o deputado ficou irritado com supostas críticas feitas pelo ministro durante um jantar do grupo Prerrogativas em 13 de junho.
O ministro da Fazenda, porém, nega ter feito as críticas. À coluna Haddad também afirmou que a relação entre sua fala na entrevista e a decisão de Motta “não faz sentido”. “Falei que não devíamos contratar novos gastos com a Selic a 15% (ao ano)”, disse o chefe da equipe econômica.









