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Igor Gadelha

FAB e PF têm uma suspeita sobre avião interceptado vindo da Bolívia

Com apoio da PF, FAB interceptou um avião que tinha matrícula brasileira e ingressou ilegalmente no Brasil proveniente da Bolívia

27/06/2024 10:58, atualizado 27/06/2024 16:30
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Claudio Reis/Especial para o Metrópoles
FAB e PF têm uma suspeita sobre avião interceptado vindo da Bolívia

Integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Polícia Federal têm uma suspeita sobre o avião proveniente da Bolívia interceptado nas proximidades de Porto Velho, capital de Rondônia, nessa quarta-feira (26/6).

Militares da FAB e investigadores da PF ouvidos pela coluna dizem, sob reserva, que tudo leva a crer que a aeronave era usada para o tráfico de drogas internacional entre Brasil e Bolívia.

O modelo interceptado era um Cessna 401A, com capacidade para cerca de 3 a 4 passageiros. Segundo fontes da Aeronáutica, embora estivesse vindo da Bolívia, a aeronave tinha matrícula registrada no Brasil.

O avião foi interceptado no período da manhã, antes, portanto, da tentativa de golpe militar na Bolívia. De acordo com integrantes da FAB, o acionamento para a operação foi feito exatamente às 8h39.

A aeronave foi detectada por radares da FAB em Rondônia, após ações de inteligência da PF. Dois caças A-29 Super Tucano, da defesa aérea, foram acionados para realizar a interceptação.

A entrada do avião em solo brasileiro foi considerada ilícita. Isso porque, ao ser abordado, o piloto não obedeceu às ordens das autoridades brasileiras e fugiu até ingressar no espaço aéreo da Bolívia novamente.

A operação para interceptar a aeronave fez parte da Operação Ostium, interligada ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), que visam coibir ilícitos nas fronteiras do Brasil.

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