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Estratégia por “voto útil” do eleitor de Ciro racha campanha de Lula

Ofensiva pelo "voto útil" do eleitor de Ciro Gomes foi discutida pela coordenação da campanha de Lula em reunião nessa semana

atualizado 08/09/2022 18:22

A campanha do ex-presidente Lula decidiu, em reunião na terça-feira (6/9), lançar uma ofensiva para tentar uma vitória do petista contra Jair Bolsonaro já no primeiro turno das eleições deste ano.

A estratégia envolve convencer eleitores que hoje dizem votar na senadora Simone Tebet (MDB) e, principalmente, no ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT) a votarem em Lula já no primeiro turno.

A forma como buscar o “voto útil” dos eleitores de Ciro, no entanto, tem dividido a campanha petista. Enquanto uma ala defende adotar um tom mais agressivo, outro grupo prega que é preciso uma abordagem “positiva”.

Na reunião de terça, lideranças como a presidente do PCdoB, Luciana Santos, sugeriram evitar ataques diretos a Ciro. Para a dirigente, o foco deve ser na mensagem de que o voto útil tira Bolsonaro do segundo turno.

Na avaliação dessa ala da campanha de Lula, o argumento deve ser o de que a ida do atual presidente ao segundo turno pode ser um “risco à democracia”, ao facilitar possíveis questionamentos dele ao resultado das eleições.

Outros integrantes da coordenação de campanha, porém, defendem que Lula deve abandonar a tática de poupar Ciro e partir para o ataque contra o presidenciável do PDT, caracterizando-o como um “neonolsonarista”.

A ofensiva pela vitória de Lula no primeiro turno prevê ainda outras estratégias. Entre elas:

  • Aumentar o tom dos ataques a Bolsonaro;
  • Priorizar os três maiores colégios eleitorais (SP, MG e RJ);
  • Ampliar a distribuição de material de campanha nos estados.

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