Notícias, furos e bastidores de política e economia. Com Gustavo Zucchi

Equipe econômica quer dólar a R$ 4,50 em abril para controlar inflação

Principal objetivo, segundo membros do time do ministro Paulo Guedes, é ajudar a baixar a inflação no Brasil

atualizado 24/03/2022 12:39

ministério da economiaIgo Estrela/Metrópoles

A equipe econômica trabalha para que a cotação do dólar chegue a R$ 4,50 em abril deste ano. O principal objetivo, dizem integrantes do time do ministro Paulo Guedes, é ajudar a baixar a inflação no Brasil.

O diagnóstico no Ministério da Economia é de que é preciso usar o câmbio para amenizar a alta dos preços dos alimentos, principal fator de pressão na inflação brasileira atualmente, na visão da pasta.

O raciocínio na equipe econômica é de que, com a cotação mais baixa do dólar, os alimentos ficarão mais baratos na medida em que são indexados à moeda americana.

ficará mais barato importar alimentos do exterior, o que ajuda a diminuir os preços desses itens aqui no Brasil.

Integrantes do time de Guedes ressaltaram à coluna que todas as ações recentes adotada pela pasta vão na direção de fazer a cotação do dólar chegar a R$ 4,50 ou menos, em abril.

Entre essas ações, estão o decreto que zera o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de câmbio de forma escalonada até 2028. De imediato, a alíquota para captar empréstimos no exterior já caiu de 6% para 0%.

Nessa mesma esteira, o governo deve publicar nos próximos dias uma Medida Provisória isentando de pagamento de Imposto de Renda sobre ganhos de capital estrangeiros que investem em títulos privados no Brasil.

Trajetória de queda

Nessa quarta-feira (23/3), o dólar fechou em queda de 1,43%, cotado a R$ 4,8438. Foi o sexto dia consecutivo de queda, o que fez a moeda americana chegar ao menor patamar desde 13 de março de 2020 (R$ 4,8127).

Esse recuo do dólar está relacionado aos juros elevados no Brasil e à alta do preço das commodities no mundo, o que fortalece moedas de países exportadores como o Brasil, vistos como menos vulneráveis às tensões geopolíticas.

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