Igor Gadelha

Em sua primeira semana, Hugo Motta tenta sanar “pecados” de Lira

Em sua primeira semana como presidente da Câmara, Hugo Motta modificou regras adotadas por Arthur Lira que irritavam deputados

atualizado

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Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Reunião do colégio de líderes com o presidente da Câmara, Hugo Motta
1 de 1 Reunião do colégio de líderes com o presidente da Câmara, Hugo Motta - Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Em sua primeira semana como presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) corrigiu o que lideranças partidárias consideravam como “pecados” de seu antecessor no cargo, Arthur Lira (PP-AL).

De cara, Motta convocou duas reuniões do colégio de líderes na mesma semana. Os encontros serviram tanto para discutir a pauta da primeira semana de votações, quanto para avaliar o que pode ser votado na semana seguinte.

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Reunião do colégio de líderes com o presidente da Câmara, Hugo Motta
Hugo Motta, o novo presidente da Câmara dos Deputados
Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara no dia 1º de fevereiro
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Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara no dia 1º de fevereiro

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Hugo Motta, o novo presidente da Câmara dos Deputados
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Hugo Motta, o novo presidente da Câmara dos Deputados

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Outra mudança foi a definição de que as sessões do plenário da Câmara começarão em horários pré-estabelecidos — geralmente às 16h e já com a pauta do dia definida — e se encerrarão até as 20h.

Nos últimos anos, deputados reclamavam que Lira mandava abrir as sessões no começo da tarde, enquanto ainda discutia com lideranças aliadas e governistas o que seria votado.

A prática irritava parlamentares que ficavam em modo de espera até a chegada de Lira, sem conhecer o teor dos projetos que seriam votados. Mais de uma vez, deputados chegaram ao plenário para votar um texto desconhecido.

Sessões presenciais

Outra decisão tomada por Motta que reverte a postura de Lira será o retorno das sessões 100% presenciais. Ficou acertado que, às quartas-feiras, os deputados terão de estar fisicamente no plenário para votar.

A decisão atende a pedido feito por várias lideranças da Câmara. O objetivo, argumentam, seria dar mais voz ao plenário e concentrar as pautas mais polêmicas nesse dia, deixando as quintas-feiras para pautas consensuais.

Deputados também avaliam que o retorno do plenário presencial aumentará a importância dos líderes e diminuirá o poder da chamada “bancada da selfie”, composta por deputados com muitos seguidores nas redes sociais.

A reclamação era de que a votação remota favorecia deputados que levavam o debate para a internet e atrapalhava os partidos de tomarem posições uníssonas em temas polêmicos.

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