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Igor Gadelha

Em acareação, Cid evita encarar Braga Netto e é rebatido pelo general

Tenente-coronel Mauro Cid evitou encarar general da reserva Braga Netto durante acareação no Supremo Tribunal Federal, nesta terça (24/6)

Repórter de Igor Gadelha24/06/2025 13:01, atualizado 24/06/2025 15:22
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Hugo Barreto/Metrópoles
Foto colorida de Mauro Cid no STF - Metrópoles

A acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general da reserva Braga Netto, na manhã desta terça-feira (24/6), no STF, foi marcada por momentos de constrangimento para o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).

A sessão foi conduzida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito do golpe na Corte, e contou com a presença do ministro Luiz Fux, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de advogados de outros réus.

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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro

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Arte sobre fotos Hugo Barreto e Breno Esaki/Metrópoles

Segundo relatos feitos à coluna, Cid não cumprimentou Braga Netto e evitou olhar diretamente para o general durante a acareação. O tenente-coronel fixou seu olhar nos ministros do STF que o questionavam sobre as versões conflitantes com o general.

Em ao menos dois momentos da acareação, Braga Netto acusou Cid de estar mentindo perante os ministros do STF. O ex-ajudante de ordens foi chamado de mentiroso pelo general justamente ao manter versões sobre dois fatos negados por Braga Netto.

Uma delas foi a de que Cid teria ido embora mais cedo de uma reunião no apartamento de Braga Netto, em novembro de 2022, na qual teria sido discutido um suposto plano para matar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

A outra versão mantida por Cid e negada por Braga Netto foi a de que o general teria entregue ao tenente-coronel dinheiro em caixas de vinho. O recurso seria repassado a militares que executariam o plano de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes após as eleições.

A acareação entre Mauro Cid e Braga Netto durou cerca de duas horas e ocorreu em uma sala dentro do prédio do STF. Os dois militares estavam sentados cada um de um lado de uma mesa. Ambos usavam terno. Moraes proibiu o uso de celular pelos presentes.

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