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Igor Gadelha

Despacho de Mendonça irrita cúpula da PF e azeda tentativa de trégua

Despacho de André Mendonça, pedindo informações a Paulo Gonet sobre mensagem de Daniel Vorcaro, foi visto como "absurdo" pela cúpula da PF

01/09/2026 12:01
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O ministro André Mendonça

O novo despacho do ministro do STF André Mendonça no âmbito do Caso Master irritou a cúpula da Polícia Federal (PF) e azedou, mais uma vez, a tentativa de trégua entre a corporação e o magistrado pedida pelo presidente Lula.

Conforme o Metrópoles revelou, na coluna Andreza Matais, Mendonça pediu informações ao procurador-Geral da República, Paulo Gonet, sobre uma mensagem enviada por Daniel Vorcaro supostamente ao ministro Alexandre de Moraes.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet
Chefe da PF, Andrei Passos acompanha Lula em viagem ao Japão
André Mendonça é o vice-presidente do TSE
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André Mendonça é o vice-presidente do TSE

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O procurador-geral da República, Paulo Gonet
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet

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Chefe da PF, Andrei Passos acompanha Lula em viagem ao Japão
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Chefe da PF, Andrei Passos acompanha Lula em viagem ao Japão

José Cruz / Agência Brasil

Na mensagem, Vorcaro cita duas autoridades da República: o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o próprio Gonet. No texto, o dono do Banco Master escreveu que precisava da proteção de “Andrei e de Paulo”, em referência a Gonet.

Membros da direção da PF consideraram o despacho de Mendonça como um “absurdo”. Para a cúpula da corporação, o relator do Caso Master estaria indicando, na prática, que deseja investigar Gonet, Andrei e Moraes.

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Para investigar um colega do Supremo, Mendonça precisará acionar o presidente da Corte, Edson Fachin. O chefe do tribunal, então, precisará submeter o pedido de investigação do colega ao plenário do STF.

Para a cúpula da PF, o movimento de Mendonça inviabiliza qualquer clima para um encontro do magistrado com Andrei agora. A reunião vinha sendo articulada pelo ministro da Justiça, Welington César Lima e Silva, a pedido de Lula.