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Deputados querem Elza Soares e Olavo de Carvalho como heróis da pátria

Deputados apresentaram projetos de lei para incluir Elza Soares e Olavo de Carvalho no livro dos "Heróis da Pátria"

atualizado 06/02/2022 8:23

Elza Soares em show no DFMichael Melo/Metrópoles

Deputados federais protocolaram, nesta semana, na Câmara, uma série de projetos de lei para incluir dois nomes bastante antagônicos no livro dos “Heróis da Pátria”: a cantora Elza Soares e o escritor Olavo de Carvalho, considerado o guru do bolsonarismo. Ambos morreram em janeiro deste ano.

Falecido no dia 24, Olavo conta com uma força tarefa empenhada em colocá-lo ao lado de nomes como Tiradentes e Marechal Deodoro da Fonseca. Até o momento, já foram ao menos três projetos pedindo sua inclusão no panteão de heróis da Pátria. Todos assinados por parlamentares bolsonaristas.

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O primeiro foi protocolado pelos deputados Carla Zambelli (PSL-SP), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), Carlos Jordy (PSL-RJ) e mais seis parlamentares. Os outros dois projetos são assinados, respectivamente, pelas deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Caroline de Toni (PSL-SC).

Já a iniciativa para que Elza Soares, uma das mais importantes vozes da música brasileira e que costumava fazer críticas a Jair Bolsonaro, seja considerada uma heroína da Pátria foi apresentada pela deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). A cantora faleceu em 20 de janeiro.

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Para que os nomes sejam, de fato, incluídos na publicação, os projetos de lei apresentados precisam ser aprovados nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado por maioria simples dos presentes no dia da votação. Depois disso, ainda precisarão ser sancionados pelo presidente da República.

Entretanto, de acordo com a legislação, o nome dos personagens aprovados pelo Congresso só podem ser incluídos, de fato, no livro 10 anos depois da morte ou da presunção da morte do homenageado.

O livro

O livro dos “Heróis da Pátria”, também conhecido como “livro de aço”, fica exposto no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ele atualmente tem em suas páginas o nome de 50 heróis e heroínas.

Dentre os heróis estão políticos como os ex-governadores Leonel Brizola e Miguel Arraes e o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães. Também há artistas e personalidades históricas, como o escritor Machado de Assis, o maestro Heitor Villa-Lobos e o líder da revolução de Canudos, Antonio Conselheiro.

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