
Igor GadelhaColunas

Centrão segurou reação mais dura da Câmara contra o STF
Lideranças do Centrão rejeitaram proposta da oposição para que a Câmara reagisse a recentes decisões do STF que atingiram o Parlamento
atualizado
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Líderes do Centrão atuaram para evitar uma resposta mais dura da Câmara ao STF após a Corte autorizar uma operação contra a servidora Mariângela Fialek, ex-braço direito de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Casa.
Segundo relatos obtidos pela coluna, deputados da oposição queriam colocar para andar projetos anti-STF, incluindo a PEC das Monocráticas, que restringe decisões individuais que contrariem deliberações do Congresso Nacional.
A coluna apurou que, em uma reunião na segunda-feira (15/12), lideranças do Centrão argumentaram que não seria inteligente colocar projetos contra o STF para avançar de “cabeça quente” e que o melhor seria aguardar 2026.
Ponderaram também que a PEC das Monocráticas não poderia ser vista como uma “resposta” ao episódio e que a proposta deve ser discutida sem pressa. Outros projetos também foram sugeridos, mas acabaram recusados.
Apesar de segurarem uma reação mais dura, caciques do Centrão pediram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que procure ministros do STF, como Flávio Dino, para melhorar a relação entre os dois Poderes.
Além da operação que apura irregularidades em emendas parlamentares, deputados ficaram irritados com a decisão do ministro Alexandre de Moraes de cancelar a votação da Câmara sobre a cassação de Carla Zambelli (PL-SP).





