
Centrão consolida fama de "pé-frio" ao apoiar Flávio e ver vitória de Lula
Assim como fizem em 2018 e 2022, partidos do Centrão apostaram novamente no candidato errado nas eleições de 2026, vencidas por Lula
25/10/2026 23:39

A reeleição do presidente Lula (PT) em 2026 consolida a fama do Centrão, grupo de partidos de perfil mais fisiológico que controla o Congresso Nacional há anos, como um grande pé-frio quando se trata de disputas presidenciais.
Desde 2018, quando Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República, siglas como Republicanos, União Brasil (antigo DEM), PP e até mesmo o MDB têm apostado majoritariamente nos candidatos derrotados nas eleições ao Palácio do Planalto.
Há oito anos, a maior parte das siglas — PP, PSD, DEM e Republicanos — apostou que Geraldo Alckmin, então filiado ao PSDB, seria eleito presidente da República. O MDB lançou o ex-ministro Henrique Meirelles como candidato próprio.
Em 2022, PP e Republicanos apoiaram a tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro. O MDB lançou Simone Tebet, enquanto o União Brasil escolheu Soraya Thronicke como candidata. Nenhum desses partidos apoiou Lula formalmente.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaJá em 2026, com os institutos de pesquisa apontando uma disputa acirrada, as legendas do Centrão ficaram neutras no primeiro turno. No segundo turno, entretanto, apoiaram, em peso, Flávio Bolsonaro (PL), que acabou derrotado no domingo (25/10).
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Ver todasPP, Republicanos e União Brasil declararam apoio a Flávio após o resultado do primeiro turno. O PSD permaneceu neutro, mas Ronaldo Caiado, candidato da legenda derrotado na primeira etapa, apoiou o bolsonarista. Alas importantes do MDB também se alinharam a Flávio.
O resultado é que Lula subiu ao palanque da vitória no domingo sem a presença de caciques do Centrão. Agora, essas legendas terão de negociar uma oportunidade de participar do governo, algo que Lula certamente cederá, em busca de governabilidade.






