
Igor GadelhaColunas

Após tarifaço light, Lula modula tom e foca em conseguir mais exceções
Após tarifaço desidratado, governo Lula prega cautela em relação a Trump, adia anúncio de compensações e foca conseguir novas exceções
atualizado
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Após Donald Trump oficializar um tarifaço com cerca de 700 exceções, auxiliares do presidente Lula afirmam que o governo brasileiro passará a tratar o tema com mais cautela e priorizará sua atuação em tentar excluir outros produtos da lista de alvos.
No Palácio do Planalto, o tarifaço anunciado por Trump foi visto como “desidratado”. A avaliação de auxiliares presidenciais, porém, é de que ainda há outras questões a serem negociadas e, por isso, não seria ainda o momento de recorrer à Lei da Reciprocidade.
Embora pretenda seguir defendendo o discurso de defesa da soberania brasileira, o governo Lula pretende modular o tom em relação à gestão Trump na tentativa de incluir novos produtos na lista de exceções, como o setor de máquinas e o café.
“Conseguimos evitar o pior, mas ainda tem coisas muito ruins. Estamos tentando corrigir o estrago causado por um menino mimado”, disse um ministro de Lula à coluna, sob reserva, em uma referência ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Nesse cenário, a ideia do governo Lula é aguardar mais um pouco para anunciar as compensações para os setores mais afetados pelo tarifaço. Até então, a previsão no Planalto era de que essas medidas seriam anunciadas logo após a oficialização do tarifaço.
Governo vê influência de empresários americanos
Integrantes do governo Lula avaliam que Trump só teria recuado e excluído alguns produtos brasileiros do tarifaço, como o suco de laranja e aviões não militares, por causa da forte pressão do empresariado americano, que teria os efeitos negativos.





